https://periodicos.ufv.br/RCH/issue/feed Revista de Ciências Humanas 2022-02-01T08:25:04-03:00 Odemir Vieira Baêta odemirbaeta@ufv.br Open Journal Systems <p>A<strong> Revista de Ciências Humanas</strong>, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal de Viçosa, editada desde 2001, é publicação semestral, com ênfase multidisciplinar. Tem como objetivo publicar trabalhos teóricos, práticos e de pesquisas desenvolvidos nas áreas de ciências humanas e sociais. Seu público são estudantes, professores, pesquisadores dessas áreas e o público em geral que se interesse pelas temáticas de sua cobertura. </p> https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13743 A cultura da tradução do desenvolvimento 2022-01-13T08:30:14-03:00 Demian Castro demian@ufpr.br Jaderson Goulart Jr. jaderson.junior@uol.com.br <p>Este trabalho tem como objetivo levantar algumas questões a respeito da forma que usualmente vemos a China, um país de 1.5 bilhão de habitantes, com mais de 5 mil anos de história, mas que pecamos ao encará-lo com a lente enviesada de uma Guerra Fria que nunca acabou. Desta forma, estudar a China torna-se um desafio de duas dimensões aos pesquisadores: primeiro, a aproximação da história de um povo milenar deve ser despida de todo e qualquer preconceito, dogma e até mesmo ideologia – apreender a história do Partido Comunista da China como transformador da realidade chinesa é essencial; segundo, o cuidado para interpretar hábitos e costumes deve ser constante – a sociedade chinesa, fundamentada em princípios do Taoísmo e Confucionismo não cabe no individualismo rousseauno liberal que domina o ocidente. Assim, reunimos outras questões, de viés econômico, a uma discussão já existente.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13744 A Iniciativa Belt and Road na África 2022-01-13T08:55:30-03:00 Amabily Bonacina amabilly.bonacina@umontreal.ca <p>Este artigo apresenta um estudo de caso da interrupção do projeto do Porto de Bagamoyo, na Tanzânia. A obra, a ser desenvolvida no âmbito da Iniciativa Belt and Road (BRI), é componente do projeto da Zona Econômica Especial de Bagamoyo e tinha um investimento avaliado em US$ 10 bilhões, que resultaria em um dos maiores portos da África, com potencial para transformar a Tanzânia em um <em>hub</em> de transporte para a África Oriental. Em um contexto de rápida adesão dos países africanos à BRI, casos desviantes chamam a atenção. Nesse sentindo, este trabalho busca compreender a razão que leva os países africanos a interromperem os acordos de cooperação assinados, sobretudo no âmbito da BRI. Argumenta-se que alterações na política doméstica são o principal motivo para que um projeto seja interrompido e isso impulsiona o exercício da agência africana.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13745 A internacionalização do Renminbi 2022-01-13T09:03:48-03:00 Ester Pereira de Almeida Santos pereiraas@usp.br <p>O poder monetário internacional pode possibilitar ao seu detentor tanto autonomia quanto influência e a China busca ter maior autonomia no sistema político econômico internacional. Para tanto, políticas implementadas nas últimas duas décadas criaram um cenário propício para que o Renminbi (RMB) adquirisse maior peso no sistema monetário e financeiro internacional. Não obstante, os esforços chineses não passaram despercebidos pela comunidade internacional e academia, que discutem quanto do que a China faz visa seu próprio desenvolvimento e, quanto é voltado para desbancar os Estados Unidos da sua posição de potência hegemônica. O que se discute nesse trabalho é que, apesar de a China ter começado a internacionalizar sua moeda, ainda há um caminho muito longo a ser traçado até que se possa considerar a substituição de uma pela outra no sistema financeiro internacional. Para além disso, deve-se considerar se é do interessa da China arcar com o ônus de se tornar uma potência monetária hegemônica. Para compreendermos mais sobre esse processo de internacionalização da moeda chinesa, este artigo busca discutir o processo de tornar a moeda nacional chinesa em unidade de valor internacional, bem como seus desafios e possibilidades.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13746 As relações Mercosul-China durante a presidência de Maurício Macri (2015-2019) 2022-01-13T09:06:37-03:00 Maurício Lima Collaziol lima.collaziol@ufrgs.br <p>Este trabalho busca refletir sobre as relações Mercosul-China, a partir dos modelos de integração regional em pugna no Mercosul — o liberal-comercialista e o desenvolvimentista-autocentrado —, tendo como referência a Argentina durante a presidência de Mauricio Macri (2015-2019). O referido período representa uma ruptura com o modelo de integração anteriormente executado, adotando um viés “liberal-comercialista”, o que reflete na qualidade das relações estabelecidas com a República Popular da China. Além disso, busca-se discutir os possíveis interesses das classes e frações de classe dominantes do bloco no poder argentino para o Mercosul a partir dos conceitos de Nicos Poulantzas.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13747 China, setor público e teoria econômica 2022-01-13T09:09:44-03:00 Demian Castro demian@ufpr.br Jaderson Goulart Jr. jaderson.junior@uol.com.br <p>O objetivo deste artigo é apresentar um exame mais aprofundado dos resultados obtidos na dissertação “Reflexões Sobre o Sistema Fiscal Chinês”, a qual faz um relato detalhado da organização fiscal chinesa desde 1950. Partimos da análise histórica do desenvolvimento desse sistema e, em seguida, enfatizamos as relações entre os níveis de governo, mas especificamente entre o central e as províncias. Promovemos, então, um salto qualitativo na pesquisa, que efetivamente robustece a análise do trabalho original: suscitamos algumas questões para apresentar uma nova interpretação dos fatos, para além das referências que utilizamos, fundamentados em uma perspectiva que engloba tanto fatores econômicos quanto políticos. Diante disso, concluímos que a teoria econômica tradicional não consegue nos proporcionar ferramentas teóricas robustas para explicar a organização do sistema fiscal chinês.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13748 Efeitos do antiglobalismo brasileiro sobre as relações Brasil-China (2018-2020) 2022-01-13T09:13:51-03:00 Diego Trindade D'ávila Magalhães diegotdm@ufg.br <p>Os principais objetivos deste artigo são explicar o pensamento antiglobalista brasileiro, base da política externa de Bolsonaro, esclarecer o seu viés essencialmente anti-China e contextualizar as relações Brasil-China entre 2018 e 2021, identificando fatos os emblemáticos geradores de turbulência na agenda bilateral. A presente pesquisa tem caráter exploratório, no sentido de analisar o particular significado que tem o globalismo para os formuladores da política externa brasileira. Para isto, realiza uma breve revisão da literatura tanto sobre o conceito de globalismo quanto sobre as relações Brasil-China, incluindo análise sintética de dados das relações econômicas bilaterais. Consideram-se textos e falas, sobretudo, de Ernesto Araújo, de Felipe Martins e de Olavo de Carvalho acerca do globalismo, como os pronunciamentos também da Presidência e do deputado Eduardo Bolsonaro quanto a questões da agenda bilateral Brasil-China. Dessa forma, as contribuições da pesquisa são no sentido de esclarecer o pensamento antiglobalista brasileiro, bem como os seus efeitos sobre as relações bilaterais em termos de coordenação política, de comércio, de investimentos e de cooperação técnica.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13750 Governança no socialismo com características chinesas 2022-01-13T09:19:20-03:00 Jhonathan Edvar Mattos Mariano jhonathanedvar@gmail.com Amanda Salvino Araújp amandasalvinocpri@gmail.com <p>A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) é a organização histórica que representa a Frente Democrática do Povo Chinês, sob a liderança do Partido Comunista Chinês, que congrega diferentes etnias, todos os partidos democráticos, figuras públicas e chineses não-filiados a partidos. Entre suas principais funções estão: a realização de consultas políticas e a supervisão democrática. Este trabalho tem o objetivo de analisar a governança pública como ferramenta de agentes públicos e instituições na formulação de um projeto político nacional, alinhando os interesses governamentais e as pretensões do setor produtivo público e privado. Este trabalho busca compreender qual é o papel da Conferência Consultiva nesse percurso de racionalidade e maturação e como ela se expressa na construção de uma política interinstitucional que atenda a todos os setores da sociedade, sejam grupos de interesses, empresas, governos locais ou demais instâncias que exercem o poder.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13751 Las relaciones comerciales entre Brasil y China en el siglo XXI 2022-01-13T09:32:24-03:00 Emanuela Gava Caciatori emanuela_gc@gmail.com <p>El presente ensayo aborda una lectura desde la teoría de la dependencia de las relaciones comerciales entre Brasil y China, buscando comprender de qué forma se desarrollan, puntuando especialmente en lo que concierne a la posibilidad de conformación de nuevas relaciones de dependencia, aunque el discurso anunciado sea de cooperación Sur-Sur. China se ha (re)ascendido y crecido como la segunda mayor economía del planeta, impactando los rumbos de la economía mundial y poniendo en jeque la hegemonía de la economía estadunidense. El rápido crecimiento de China reconfigura el capitalismo mundial, tornando inciertos los rumbos futuros, pues se transforma en el gran taller del mundo. La propuesta es verificar de qué manera las economías latinoamericanas y estructuras de dependencia, principalmente la brasileña, son afectadas por la emergencia de China, una vez que la región es históricamente productora y exportadora de materias primas, y las dinámicas de crecimiento chino demandan gran cantidad de esos recursos.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13752 Movimento #MeToo na China 2022-01-13T09:56:20-03:00 João Batista Miguel joaomiguel.ufmg@gmail.com Daniela Cristina Alves danielacfagundes@gmail.com Izabela Santarelli Ferraz belasantarelli@gmail.com <p>Procura-se aqui responder como o #<em>MeToo</em> foi capaz de materializar direitos para as mulheres chinesas, partindo da hipótese de que ele foi essencial para a concretização da penalização de casos de assédio e abuso sexual e da importância de movimentos sociais adequados aos interesses das chinesas para essas mudanças. Para isso, é necessário averiguar, utilizando como metodologia a pesquisa em fontes secundárias, a forma como a censura na internet ocorre na China, como a função social das mulheres chinesas foi concebida ao longo da história e, então, delinear a relação entre a propagação do movimento <em>#MeToo</em>, que surgiu no ocidente, e suas consequências nos tribunais chineses. Por fim, é feito um estudo de caso sobre a denúncia de assédio feita por Zhou Xioxuan contra o apresentador Zhu Jun, a primeira acusação de assédio julgada em tribunais na história chinesa.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13753 Parques eco-industriais na China 2022-01-13T10:06:22-03:00 Daniel de Oliveira Vasconcelos daniel.vas2@gmail.com <p>Os parques eco-industriais (EIP) são o resultado do Programa de Demonstração Nacional de EIPs, uma iniciativa para conter a disseminação de zonas de desenvolvimento industrial que se tornaram “paraísos da poluição” na China, já que o setor industrial é responsável pela maior parte do consumo de energia e das emissões de carbono. Como as políticas de desenvolvimento industrial verde evoluíram na China? Em que medida o programa EIP serve de modelo para a China como um todo? Para responder essas perguntas, o presente estudo analisa o desenvolvimento dos EIPs na China e o ciclo da sua política, tendo como estudo de caso o Parque Industrial de Suzhou (SIP). Além da localização privilegiada, o SIP também conta com infraestrutura adaptada para o desenvolvimento verde e consenso sobre sua implementação. É difícil replicar o modelo do SIP, mas outras regiões devem tomá-lo como exemplo e projetar políticas eficazes próprias para a transição eco-industrial.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13754 (Re)Pensando as relações sino-africanas 2022-01-13T10:26:59-03:00 Deuinalom Fernando Cambanco cambancoduiner10@gmail.com <p>O presente artigo objetivou tensionar, por meio de análise crítica dos discursos Sul-Sul de cooperação e solidariedade internacional, a atuação da China na África. As relações sino-africanas são seculares; entretanto, só conheceram progresso após a revolução chinesa, ocorrida em 1949, momento que coincide com intensos movimentos independentistas na África. A Conferência de Bandung (1955) oficializou e deu outra roupagem às referidas relações. Os discursos de amizade, solidariedade, igualdade, proferidos na ocasião pelo então Primeiro Ministro chinês, Zhou Enlai, passaram a nortear essas relações. No entanto, apesar do uso excessivo desde então, tais discursos são contrariados por alguns fatos decorrentes da atuação da potência asiática no continente conforme se concluiu com esta pesquisa, razão pela qual se defende que tais relações sejam repensadas. Para atingir o objetivo preconizado fez-se o uso do método qualitativo, com base no qual foi feito o levantamento e análise da literatura corrente sobre o tema.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13755 Socialismo de mercado 2022-01-13T10:29:32-03:00 José Renato Jr. Peneluppi repeneluppi@gmail.com Olívia Bulla oliviabulla@gmail.com <p>Este artigo busca esmiuçar o sistema político e o modelo econômico da China, tendo como recorte de análise o combate à disseminação do coronavírus, com foco nas medidas adotadas em Wuhan. A proposta parte de um resgate do processo histórico considerando a formação do Partido Comunista da China (PCCh) e toda a estratégia adotada através dos planos quinquenais, tendo como premissa desenvolver os modos de produção e libertar as forças produtivas visando a alcançar os objetivos de rejuvenescimento da sociedade chinesa em 2049. Tal estudo se insere em um contexto global de hegemonia do capitalismo financeirizado da democracia liberal no Ocidente, que contrasta com a forma demonstrada pela China a esse problema de saúde pública, materializando o paradigma entre vida e economia enquanto ação de política pública.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13756 Transformação Digital via Dirigismo do Estado 2022-01-13T10:32:35-03:00 Anderson Rohë Fontão Batista roemixx@gmail.com <p>O artigo versa sobre a dinâmica chinesa de transformação digital via dirigismo do Estado ou TechGov, conceito que expressa a promoção massiva da tecnologia pelo governo. Tal dinâmica, no entanto, é ainda cercada de controvérsia, pois envolve a ideia de interferência unipartidária em oposição à questão de livre mercado, iniciativa e concorrência. Argumento hoje refutado pela noção de que na era digital há um regime de governança que não é exatamente imposto, e sim naturalizado. O problema, então, não é o Partido Comunista Chinês nem o fato de a China não ser uma democracia, e sim o padrão hegemônico tomado como referencial para medir o grau de desenvolvimento tecnológico e legitimidade de seu regime.&nbsp;E a&nbsp;conclusão é de que a China é estigmatizada pois há ainda muita confusão teórico-conceitual acerca da interação entre governo e tecnologias emergentes. Sobretudo quando o chamado “tecnoautoritarismo” é uma tendência global que independe de sistema ou regime de governo.</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/13740 Editorial 2022-01-12T17:26:15-03:00 Luiz Ismael Pereira luiz.ismael@ufv.br Melissa Caroline Cambuhy contatomelissacambuhy@gmail.com <p>EDITORIAL<br>Dossiê Relações Brasil-China</p> 2022-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022