https://periodicos.ufv.br/RCH/issue/feed Revista de Ciências Humanas 2019-12-04T16:37:44-02:00 Odemir Vieira Baêta odemirbaeta@ufv.br Open Journal Systems <p>A<strong> Revista de Ciências Humanas</strong>, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal de Viçosa, editada desde 2001, é publicação semestral, com ênfase multidisciplinar. Tem como objetivo publicar trabalhos teóricos, práticos e de pesquisas desenvolvidos nas áreas de ciências humanas e sociais. Seu público são estudantes, professores, pesquisadores dessas áreas e o público em geral que se interesse pelas temáticas de sua cobertura.&nbsp;</p> https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/9020 Editorial 2019-12-04T16:35:21-02:00 Eduardo Andrade Gomes edu.gomes06@gmail.com Michelle Nave Valadão michelle.nave@ufv.br <p>Temos imensa satisfação em apresentar este número da <em>Revista de Ciências Humanas</em>, em que a Língua Brasileira de Sinais – Libras, é a protagonista das discussões decorrentes do II Encontro de Tradutores, Intérpretes e Guia-intérpretes de Libras e Língua Portuguesa de Minas Gerais, realizado a partir de uma parceria entre a Unidade Interdisciplinar de Políticas Inclusivas, da Pró-Reitoria de Ensino, e o Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa – PPG Letras UFV.</p><p>A revista, editada desde 2001, apresenta, pela primeira vez em sua história, um dossiê dedicado exclusivamente à Libras. Essa ação está em consonância com a representatividade e contorno que a área tem tomado, sobretudo por reconhecer que as atividades de tradução, interpretação e guia-interpretação se moldam em um rico e intenso trânsito linguístico, discursivo e cultural.</p><p>Em cerca de uma década de inserção acadêmica da Libras, considerando que a formação universitária no âmbito dos cursos de Letras-Libras iniciou-se a partir do ano de 2008, as publicações de pesquisas dessa língua no campo dos Estudos Linguísticos, dos Estudos Surdos, dos Estudos Culturais e dos Estudos da Tradução e da Interpretação ampliaram-se em diferentes programas de pós-graduação <em>stricto sensu</em>. Nesse sentido, este volume, apoiado pelo PPG Letras UFV, surge como mais uma contribuição ao contexto dos Estudos da Tradução e da Interpretação do par linguístico Libras-Língua Portuguesa, abarcando trabalhos de cunho teórico, prático, aplicado e formativo, explorando, principalmente, abordagens relacionadas à tradução de poesias e à interpretação educacional. Os artigos que compõem o dossiê são provenientes de renomadas instituições de Ensino, tais como a Universidade Federal da Bahia – UFBA, a Universidade Federal de Goiás – UFG, a Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, a Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, a Universidade Federal de Uberlândia – UFU e a Universidade Federal de Viçosa – UFV.</p><p>A edição é introduzida por Nilsa Taumaturgo de Sá de Souza, em “<em>O ato tradutório e interpretativo analisado a partir da perspectiva bakhtiniana</em>”, na qual amplia a discussão da tradução e da interpretação para um processo dialógico, em detrimento de uma perspectiva única e meramente técnica e linguística. Para isso, a autora aciona como principal aporte teórico os dizeres de Mikhail Bakhtin e Umberto Eco, atrelando-os às respostas de cinco profissionais que atuam com línguas de sinais, produzidas a partir de um questionário. As considerações efetuadas convergem para a concepção de que em qualquer processo interativo não há sujeito passivo e, por isso, os tradutores, intérpretes e guia-intérpretes seriam co-autores dos discursos proferidos.</p><p>Em <em>“Tradução comentada do poema em língua brasileira de sinais “Amor à primeira vista”</em>, Marília Duarte da Silva e Neiva de Aquino Albres apresentam as estratégias utilizadas para traduzir a poesia “Amor à primeira vista”, em Libras, para a Língua Portuguesa escrita. Durante esse processo, as autoras apontam para a necessidade de buscar uma poesia esteticamente compreensível para o público-alvo, admitindo a construção de sentidos empregada pelo tradutor. Mediante isso, optaram por um produto estruturado em rimas emparelhadas, preservando o gênero textual poesia, uma vez que o texto fonte, em Libras, possui assimetria das mãos, expressões corporais e faciais e a repetição de sinais.</p><p>No artigo intitulado “<em>Um conto em língua de sinais brasileira</em>”, Helen Cristine Alves Rocha emprega a intermidialidade, que contempla a interação e a união de diversas representações visuais e escritas, como eixo norteador da sua discussão. Assim, a autora analisa a relação entre a obra impressa “Cinderela Surda” em Língua Portuguesa escrita e em <em>Sign Writing</em> e um vídeo em que uma intérprete sinaliza a história em Libras. Pontua ainda a recepção que o público surdo tem das obras, sendo uma modalidade escrita e outra em modalidade oral/sinalizada.</p><p>Natielly de Jesus Santos, em <em>“O Slam do Corpo e a Representação da Poesia Surda”</em>, exibe o primeiro <em>Slam</em> envolvendo língua de sinais no Brasil e se compromete a demonstrar, por meio da poesia surda, uma das principais manifestações culturais desse povo, reflexões de resistência sociopolítica acerca da surdez e da relação entre as pessoas surdas e ouvintes.</p><p>Em “<em>O Currículo do Docente e a Formação de Tradutores Intérpretes de Libras – Português Na Região Sul do Brasil”</em>, Lívia Alves Duarte, Renata Cristina Vilaça-Cruz e Juliana Guimarães Faria<em> </em>desenvolvem uma análise do perfil profissional de docentes dos cursos de<em> </em>bacharelado de tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais-Língua Portuguesa da região sul<em> </em>do país. Para isso, elas acessaram as informações disponibilizadas pelos docentes na Plataforma Lattes.<em> </em>Os dados revelam que os docentes têm formação inicial em diferentes cursos de licenciatura e bacharelado, e predominância de pós-graduação na área de Letras, Linguística e Artes, bem<em> </em>como formações complementares e experiência na área de Libras, principalmente no que tange à<em> </em>docência. Segundo as autoras, os docentes dos cursos não denotam em seus currículos experiência como tradutores e intérpretes Libras-Língua Portuguesa, tampouco com didática de tradução e interpretação. Elas alertam para a falta de relação entre a formação e a vivência como tradutores e<em> </em>intérpretes, e que isso pode impactar na construção dos currículos dos cursos.</p><p>Quanto ao espaço educacional e ao intérprete que atua nesse ambiente, Eduardo Andrade Gomes e William Silvino da Silva, em <em>“Disposição espacial do intérprete e tradutor de Libras–Língua Portuguesa educacional no ensino superior sob a perspectiva do estudante surdo” </em>discorrem sobre como o posicionamento espacial desse profissional em sala de aula pode potencializar e contribuir para a significação das informações aos estudantes surdos. Para tanto, os autores realizaram uma entrevista semiestruturada com um estudante surdo de uma instituição de ensino superior em busca de conhecer a sua percepção frente a configuração espacial de tal posicionamento. De acordo com o referido estudante, a proximidade física do intérprete com o professor possibilita ao surdo maior contato visual com os docentes, legitimando uma articulação mais efetiva do conteúdo com os materiais utilizados em aula.</p><p>No trabalho intitulado <em>“Análise dos processos mediacionais estabelecidos entre professor-intérprete de libras-estudante surdo em uma disciplina do curso de Engenharia”, </em>Luana Isabel Gonçalves de Lima, Maria Regina Granato Pimenta e Renata da Silva Lopes Reis abordam questões linguísticas, culturais e éticas necessárias para um processo de interpretação educacional simultâneo da Língua Portuguesa para a Libras, considerando a diversidade de conteúdos e conhecimentos específicos de uma disciplina do curso de Engenharia em uma universidade federal mineira. Para compreender esses aspectos, oriundos da atuação de um grupo de intérpretes, as autoras desenvolveram uma observação participante, utilizando diário de campo, atentando-se para a relação estabelecida entre professor, intérprete e estudante surdo. Nesse processo, elas ressaltam que para a melhor fluidez da interpretação é importante aos intérpretes o acesso prévio aos materiais das aulas, objetivando estabelecer o adequado uso de classificadores e a convenção de sinais com o estudante surdo.</p><p>Em “<em>Acessibilidade linguística para um estudante surdo na disciplina de Química Fundamental do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Viçosa”</em>, Vinícius Catão de Assis Souza e Kevin Lopes Pereira problematizam o acesso linguístico, por meio da interpretação, de um estudante surdo no curso de Licenciatura em Química em uma universidade federal, e os desafios postos para ele, para uma professora da disciplina e para duas intérpretes que acompanhavam as aulas. Para a coleta de dados, os autores analisaram dezesseis aulas, a fim de conhecer todo o processo interativo, realizando anotações de campo frente ao que observavam. Também fizeram uma entrevista semiestruturada com a professora e as intérpretes. Os resultados demonstraram que as maiores dificuldades encontradas no processo interpretativo se pautaram no desconhecimento quanto à significação de termos específicos da Química, o que pode comprometer o entendimento do estudante surdo. Ainda, destacaram a barreira comunicacional existente entre o estudante surdo, sua professora e os demais colegas ouvintes. Propensos a tentar minimizar essas questões, os autores sugerem a interação entre os pares, estudantes, e entre a professora e as intérpretes na organização e preparação das aulas.</p><p>Jomara Mendes Fernandes e Ivoni Freitas-Reis, em <em>“Opiniões de um grupo de intérpretes educacionais de Libras sobre a realidade da inclusão escolar: o que apontam como possíveis soluções para o ensino de Ciências da Natureza</em>”, discutem a educação de surdos amplamente sistematizada, atualmente, em uma política de inclusão, na qual os intérpretes educacionais estão imersos. Para isso, as autoras disponibilizaram um questionário e obtiveram retorno de 25 (vinte e cinco) profissionais, opinando a respeito da realidade inclusiva, sobretudo em relação às possíveis melhorias para o ensino das Ciências da Natureza. Os dados corroboram para uma já conhecida dificuldade existente nesse modelo, porém frisam que parcerias entre professores e intérpretes, assim como o uso de metodologias de ensino e avaliação baseadas em estratégias visuais, podem ser artefatos que respaldem e auxiliem na melhoria e sucesso da inclusão escolar.</p><p> Para encerrar o número, Cíntia Kelly Inês Freitas e Ana Luisa Borba Gediel, em <em>“O uso do Dicionário online Bilíngue por Tradutores e Intérpretes de Libras-Língua Portuguesa-Libras no Ensino Superior: desafios e possibilidades", </em>analisam, em uma perspectiva voltada para o uso das TIC’s como recursos para acessibilidade e inclusão no ensino superior, a usabilidade do Dicionário por dois profissionais tradutores e intérpretes de Libras-Língua Portuguesa. Os resultados demonstraram, por parte desses profissionais, a viabilidade desta ferramenta de consulta e repertório lexical em relação ao acréscimo de sinais-termos de áreas científicas.</p><p>Por fim, estendemos os nossos agradecimentos a todas e todos que se propuseram a embarcar conosco nesta iniciativa. Em especial ao Centro de Ciências Humanas Letras e Artes da UFV, por abrir as portas da Revista para uma edição voltada para a temática da tradução, interpretação e guia-interpretação entre a Libras e a Língua Portuguesa como produto do evento realizado.</p><p>Não obstante, aspiramos que este número contribua para a consolidação e expansão da área de Libras, e que as discussões aqui empreendidas gerem reflexões e (novos) questionamentos aos pesquisadores, profissionais, estudantes e interessados ao tema. Ratificamos que tecer diálogos a esse respeito colabora para a ampliação e qualificação da área dos Estudos da Tradução e da Interpretação de Línguas de Sinais, além dos serviços prestados às pessoas surdas, surdocegas e ouvintes, de modo que a língua perdure pulsante e vibrante.</p><p>Nesse viés, desejamos boa leitura a todas e todos.</p><p> </p><p> </p><p align="right">Os editores</p><p align="right">Michelle Nave Valadão</p><p align="right">Eduardo Andrade Gomes</p><p> </p><p> </p> 2019-10-07T16:50:45-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8686 TRADUÇÃO COMENTADA DO POEMA EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS “AMOR À PRIMEIRA VISTA” 2019-12-04T16:35:21-02:00 Marília Duarte Silva mariliaduarte0@gmail.com Neiva Aquino Albres neivaaquino@yahoo.com.br <p>Neste estudo são abordadas as principais estratégias adotadas na tradução da poesia em Língua Brasileira de Sinais “Amor à primeira vista…” da poetisa surda Ananda Elias, para a Língua Portuguesa escrita. Com base nos estudos da tradução e interpretação de línguas de sinais – ETILS e estudos da literatura surda,<strong> </strong>desenvolvemos algumas reflexões sobre os problemas encontrados e as escolhas de tradução realizada (MACHADO, 2013; PAES, 1990). Utilizamos a metodologia de tradução comentada, consolidada forma de estudo do processo de tradução nessa área. Apresentamos os problemas tradutórios encontrados, assim como, a perspectiva do tradutor sobre as escolhas feitas. A fim de descrever o processo de construção de sentido e tornar a poesia esteticamente interessante para o público alvo, na tradução final buscou-se preservar as características do gênero poesia. A assimetria das mãos, sinais não-manuais (expressões corporais e faciais) e a repetição de sinais em Libras foram os elementos principais identificados na poesia “Amor à primeira vista…”. Esses efeitos estéticos foram construídos em português com a utilização de palavras, que combinadas duas a duas, formam uma rima emparelhada no Português.</p> 2019-10-07T16:50:48-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8700 Um conto em Língua de Sinais Brasileira 2019-12-04T16:35:21-02:00 Helen Cristine Alves Rocha helen-c@bol.com.br Intermidialidade é um conceito muito rico a ser explorado no que concerne à produção dos surdos em língua de sinais: eles produzem formas visuais escritas e digitais sinalizadas. Aliás, a tecnologia digital possibilita o registro dessa língua e é um veículo de expressão e comunicação bastante utilizado por eles. À vista disso, nosso objetivo é analisar a relação intermidiática entre a obra impressa <em>Cinderela Surda</em> (2011) de Carolina Silveira, Lodenir Karnopp e Fabiano Rosa e o vídeo de uma intérprete contando essa história em Libras, publicado pelo Curso Chaplin, em 12 de dezembro de 2013, no site do YouTube. Pretendemos, também, verificar os diferentes aspectos que envolvem a recepção, pelo surdo, desse texto literário escrito, impresso e reproduzido em formato de vídeo, tendo em vista a sua dificuldade com a leitura e a interpretação de textos em língua portuguesa. 2019-10-07T16:50:49-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8705 O ATO TRADUTÓRIO E INTEPRETATIVO ANALISADO A PARTIR DA PERSPECTIVA BAKHTINIANA 2019-12-04T16:35:21-02:00 Nilsa Taumaturgo de Sá de Souza nilsa.sa@hotmail.com Simone de Jesus Padilha simonejp1@gmail.com <p><strong>RESUMO: </strong>O presente trabalho tem como o objetivo central buscar a compreensão do processo dialógico que envolve um ato tradutório e interpretativo, bem como vislumbrar a tradução e a interpretação por um prisma além do técnico (léxico, regras e vocabulários), a partir da relação <em>eu/outro</em> e da produção de sentidos. Fundamentando-nos na teoria de Mikhail Bakhtin, buscamos, por meio de entrevistas com profissionais selecionados, adentrar o mundo da tradução/interpretação em língua de sinais. Debruçamo-nos sobre o trabalho desses profissionais e o analisamos minuciosamente, atrelando-o aos conceitos bakhtinianos. Os resultados de nossa pesquisa desvendaram que a neutralidade não se correlaciona com fidelidade e que, em uma interação, não existe sujeito passivo, portanto o tradutor/intérprete e o Guia-intérprete são interlocutores ativos ao executarem o seu trabalho, sendo participantes ativos, coautores do enunciado interpretado.</p><p><strong>Palavras Chaves</strong>: Tradução/Interpretação. Tradutor/Intérprete. Guia-Intérprete. Língua de Sinais. Estudos Bakhtinianos.</p> 2019-10-07T16:50:47-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8688 O Slam do Corpo e a representação da poesia surda 2019-12-04T16:35:21-02:00 Natielly de Jesus Santos santosnatielly.ufba@gmail.com <p>O Slam do Corpo se configura como o primeiro Slam do Brasil que envolve poetas surdos e ouvintes. A partir da compreensão dos elementos que envolvem o Slam Poetry, criado pelo artista Marc Kelly Smith na década de 1980, e das expressões visuais-gestuais-espaciais que envolvem a Língua Brasileira de Sinais, este trabalho busca apresentar as principais características e artistas que através da poesia surda, desenvolvem reflexões sociopolíticas acerca da temática da surdez, mas também da comunicação e interação entre surdos e ouvintes.</p> 2019-10-07T16:50:49-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8689 ANÁLISE DOS PROCESSOS MEDIACIONAIS ESTABELECIDOS ENTRE PROFESSOR-INTÉRPRETE DE LIBRAS-ESTUDANTE SURDO EM UMA DISCIPLINA DO CURSO DE ENGENHARIA 2019-12-04T16:35:21-02:00 Maria Regina Granato Pimenta mariaregina@ufv.br Luana Isabel Gonçalves de Lima lu.isabellima@gmail.com Renata da Silva Lopes Reis renatareis@ufv.br <p>Com base nas reflexões surgidas a partir da atuação dos Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) – (ILS), em uma universidade federal da Zona da Mata mineira, pretendemos buscar a compreensão das questões linguísticas, culturais e éticas requeridas no momento da interpretação simultânea da Língua Portuguesa para a Libras, deparando-se com diferentes conteúdos do conhecimento específicos de uma disciplina do curso de Engenharia. Durante a experiência profissional dos ILS vivenciada em sala de aula, surgiram as seguintes inquietações: Quais os limites e possibilidades na interação entre professor – ILS – aluno surdo? Quais recursos e estratégias são utilizados pelo docente para auxiliar o trabalho dos ILS? Para responder a estas indagações, esse estudo foi baseado nos pressupostos teóricos do campo da interpretação em geral. A pesquisa, de caráter qualitativo, foi desenvolvida a partir de registros feitos através de observação participante com auxílio do diário de campo.</p> 2019-10-07T16:50:50-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8703 O CURRÍCULO DO DOCENTE E A FORMAÇÃO DE TRADUTORES INTÉRPRETES DE LIBRAS – PORTUGUÊS NA REGIÃO SUL DO BRASIL 2019-12-04T16:35:21-02:00 Lívia Alves Duarte liviaduarte2010@gmail.com Renata Cristina Vilaça-Cruz renatavilacacruz@gmail.com Juliana Guimarães Faria julianagfaria@gmail.com <p>O artigo trata de uma análise do perfil profissional de docentes dos cursos de bacharelado de tradutores e intérpretes de língua brasileira de sinais-língua portuguesa (TILSP) da região sul do Brasil. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa e objetivou-se traçar o perfil a partir de dados disponíveis na Plataforma Lattes. Essa pesquisa se justifica por acreditar que a formação dos docentes pode influenciar na construção do currículo do curso, bem como no ensino. Como resultados, identificou-se: (i) graduação: grande diversidade entre cursos de licenciatura e bacharelado em áreas diversas; (ii) pós-graduação: predominância na área de Letras, Linguística e Artes; (iii) formação complementar: na área de Libras; (iv) experiência profissional: docência, sobretudo na área de Libras. Conclui-se que os docentes dos cursos, em sua maioria, não demonstraram em seus currículos possuírem experiência como TILSP, tampouco com didática de tradução e interpretação.</p> 2019-10-07T16:50:50-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8678 DISPOSIÇÃO ESPACIAL DO INTÉRPRETE E TRADUTOR DE LIBRAS-LÍNGUA PORTUGUESA EDUCACIONAL NO ENSINO SUPERIOR SOB A PERSPECTIVA DO ESTUDANTE SURDO 2019-12-04T16:35:21-02:00 Eduardo Andrade Gomes edu.gomes06@gmail.com William Silvino da Silva wwilliamsilvino@hotmail.com O intérprete e/ou tradutor de Libras-Língua Portuguesa educacional (ITLSPE) é um agente indispensável ao processo de ensino e aprendizagem de estudantes surdos. Contudo, não possui, necessariamente, ações e atribuições de docência, mas age em torno da aproximação e interação visual e espacial em relação aos outros membros nesse ambiente. Crendo que o posicionamento dos ITLSPEs em sala de aula contribui para a significação das informações aos surdos, engendramos uma pesquisa de caráter qualitativo, objetivando conhecer o olhar do estudante surdo para a (nova) estruturação e disposição espacial que as aulas têm tomado. Segundo ele, a proximidade física do ITLSPE com o professor possibilita que tenha maior contato visual com os docentes e perceba maior articulação do conteúdo aos materiais utilizados. Constatamos que o posicionamento em sala de aula pode se materializar como uma das estratégias interpretativas capaz de outorgar significação ao discurso por uma categoria verbal-visual. 2019-10-07T16:50:50-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8702 ACESSIBILIDADE LINGUÍSTICA PARA UM ESTUDANTE SURDO NA DISCIPLINA DE QUÍMICA FUNDAMENTAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA 2019-12-04T16:35:21-02:00 Vinícius Catão de Assis Souza vcasouza@ufv.br Kevin Lopes Pereira kevinlquimica@gmail.com <p>O presente trabalho analisa a acessibilidade linguística de um estudante surdo no curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Viçosa e os desafios colocados diante dele, da professora e dos Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais e Português (TILSP). Abordam-se aqui algumas dificuldades no processo de tradução/interpretação dos conceitos específicos da Química (termos técnicos) e as escolhas lexicais na interpretação simultânea, podendo comprometer a acessibilidade linguística. Além disso, discute-se a barreira comunicacional entre estudante surdo/professora e estudante surdo/estudantes ouvintes, o que dificultou a interação social entre as partes, entendida aqui como algo fundamental para favorecer o desenvolvimento inter/intrapessoal e profissional do estudante surdo. Conclui-se que há a necessidade de incentivar a interação entre os pares e entre o professor e os TILSPs no planejamento didático das aulas, para que todos contribuam com o processo formativo do estudante surdo, minimizando assim dificuldades inerentes à construção conceitual nas aulas.<strong><em></em></strong></p> 2019-10-07T16:50:51-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8694 O USO DO DICIONÁRIO ONLINE BILÍNGUE POR TRADUTORES E INTÉRPRETES DE LIBRAS-LÍNGUA PORTUGUESA-LIBRAS NO ENSINO SUPERIOR. DESAFIOS E POSSIBILIDADES. 2019-12-04T16:37:44-02:00 Cíntia Kelly Inês Freitas cintiakellyifreitas8@gmail.com Ana Luisa Borba Gediel ana.gedielufv@gmail.com <p>A entrada do profissional Tradutor e Intérprete de Libras e Língua Portuguesa (TILSP) no contexto educacional reflexo da guinada teórico metodológica que demanda a priorização da Libras na educação de Surdos (QUADROS, 2005). Nesta perspectiva, este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa sobre acessibilidade e inclusão no ensino superior, realizada com dois profissionais TILSP que atuam em uma Instituição de Ensino Superior (IES) da Zona da Mata Mineira. Os dados foram coletados a partir de análise da Interação Humano Computador (IHC), envolvendo os TILSP e suas experiências de usabilidade do Dicionário <em>online </em>bilíngue de Libras/Português. O contato com os colaboradores apoiou o desenvolvimento da pesquisa e trouxe discussões sobre a atuação dos TILSP usufruindo do Dicionário como ferramenta para o trabalho de tradução e interpretação. Os resultados e análise dos dados demonstraram a viabilidade do uso do Dicionário pelos profissionais especificamente, após o acréscimo de sinais de áreas científicas.<strong></strong></p> 2019-10-07T16:50:52-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8617 A opinião de intérpretes educacionais de Libras sobre a realidade da inclusão escolar e o que apontam como possíveis soluções para o ensino de Ciências da Natureza 2019-12-04T16:35:21-02:00 Jomara Mendes Fernandes jomarafernandes@yahoo.com.br Ivoni Freitas-Reis ivonireis@gmail.com Os profissionais Tradutores Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa possuem competências que os permitem transitar entre duas culturas distintas: a ouvinte e a surda. Quando comprometidos com sua função, podem muito contribuir quanto ao entendimento dos aspectos que facilitam a aprendizagem do discente surdo. Por meio de um questionário respondido por 25 profissionais, foi possível conhecer o que apontam sobre a realidade da inclusão que vivenciam nos ambientes de ensino e o que indicam como possíveis soluções para atenuar essas barreiras, especialmente no ensino das Ciências da Natureza. Conclui-se que a inclusão observada nas salas de aula ainda demonstram falhas e que pensar a metodologia de ensino e avaliação condizentes com as potencialidades visuais do aprendiz surdo, em um trabalho conjunto entre professor e intérprete, emerge como uma promissora possibilidade de sucesso. 2019-10-07T16:50:52-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8036 O REGIONALISMO NA OBRA “O QUINZE” DE RACHEL DE QUEIROZ E A CRÍTICA AO PAPEL DA MULHER NORDESTINA EM SEU TEMPO E ESPAÇO 2019-12-04T16:35:21-02:00 Bianca Rezende Godói biancarezende.historia@hotmail.com <p>O Regionalismo de 30 foi uma importante fase Modernista. Com ele, surgem propostas literárias antes negligenciadas, como temáticas nordestinas que sentenciam as mazelas sociais existentes neste período na vida sertaneja. Neste contexto regionalista, o papel da mulher também será retratado sobre diferentes aspectos e abordagens por alguns autores. Neste sentido, o presente artigo tem como objetivo analisar o Regionalismo da década de 1930 presente na obra “O Quinze” de Rachel de Queiroz, apontando a importância da representação feminina personificada na figura de Conceição, como uma mulher resistente e vanguardista à sua época.</p> 2019-10-07T16:50:53-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8923 Os conceitos de velhice e envelhecimento ao longo do tempo: contradição ou adaptação? 2019-12-04T16:35:21-02:00 Cassia Figueiredo Rossi Dardengo cassia.dardengo@ufv.br Simone Caldas Tavares Mafra sctmafra@ufv.br <p>A presente pesquisa analisou o surgimento e a construção dos conceitos de velhice e envelhecimento, abordando as diversas definições, da antiguidade até a contemporaneidade. Buscou-se ainda evidenciar as diferenças entre estes conceitos, visto que eles se articulam e apresentam suas particularidades. Desta forma, o estudo teve como objetivo demonstrar as diversas definições que caracterizam o processo de envelhecimento, assim como a “velhice”, utilizando-as para compreender este processo em relação aos aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Utilizou-se uma revisão bibliográfica em publicações, teses, dissertações e artigos sobre os conceitos “velhice” e “envelhecimento”, com datas de 1959 a 2017. Verificou-se que não existe um consenso, nem na definição do limite inicial da velhice, nem na compreensão dos conceitos, apresentando-se em muitas vezes contraditórios.</p> 2019-10-07T16:50:53-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8753 Resenha do livro -Textos Multimodais - Ana Elisa Ribeiro 2019-12-04T16:35:21-02:00 Wellington Barbosa de Sousa wellington.barbosa2@gmail.com <p>Esta resenha traz uma perspectiva crítica de uma obra sem dúvida relevante para os estudos da linguagem. A autora Ana Elisa Ribeiro é professora do centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais onde atua no programa de pós-graduação em estudos de linguagens, no bacharelado em Letras (Tecnologia da Edição) e na educação profissional técnica de nível médio (redação). É doutora em linguística aplicada pela UFMG com pós-doutorados em Comunicação Social (PUC -MG) e linguística aplicada pela Unicamp. Possui diversas publicações que abordam temas como a leitura, a produção e a edição de textos, especialmente nas relações com as tecnologias (analógicas e digitais). Este livro torna-se instrumento de consulta para aqueles que conseguem enxergar a língua em uma dimensão multifacetada e dinâmica, portanto, indubitavelmente, a leitura deste livro, principalmente, para estudantes e pesquisadores da área de linguagens é mais do que prazeroso e inspirador, é obrigatória.</p> 2019-10-07T16:50:54-03:00 Copyright (c) 2019 Revista de Ciências Humanas