REVISTA PONTO DE VISTA https://periodicos.ufv.br/RPV <p align="justify">A Revista Ponto de Vista&nbsp; (ISSN 1983-2656) surgiu como um espaço para a expressão daqueles, que não só veem a educação como um instrumento para o desenvolvimento do país, mas também a concebem como um processo contínuo de estudos, descobertas e criações que devem ser compartilhadas. Com uma periodicidade semestral, propõe-se preferencialmente subsidiar o trabalho, a formação e a atualização dos profissionais de ensino, promovendo a interlocução e a reflexão nas diversas áreas do saber. Esse é o compromisso da revista PONTO DE VISTA que convida educadores e ou outros profissionais de diferentes áreas e níveis de ensino, a enviarem para publicação, artigos, resenhas, relatos de experiências entre outros.</p> Universidade Federal de Viçosa pt-BR REVISTA PONTO DE VISTA 1807-7307 <p align="justify"><strong>POLITICA DE ACESSO LIVRE</strong></p> <p align="justify">A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o principio de disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público e proporcionar a democratização do conhecimento.</p> <p align="justify">A Revista se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores.</p> Editorial https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/10674 LEOMAR TIRADENTES Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 01 01 Estudos geográficos sobre a Antártica: geopolítica, solos, relevo e clima https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/10237 <p>Este trabalho tem como objetivo compartilhar informações e reflexões sobre as pesquisas científicas geográficas realizadas na Antártica. A abordagem está fundamentada na visão de geógrafos que realizaram expedições antárticas como membros do Núcleo de Pesquisas Terrantar/UFV. Abordou-se sobre algumas possibilidades de regionalização da Antártica. Apesar de ser um território internacional destinado a paz e ciência, existem disputas geopolíticas. Os estudos sobre Geomorfologia possibilitam o monitoramento da dinâmica dos glaciares e que se faça reconstruções paleoambientais. Informações sobre os solos são importantes para registros de contaminações ambientais, monitoramento do <em>permafrost</em>, e auxílio na interpretação das paisagens exuberantes e cheias de mistérios. Análises climáticas nas sensíveis paisagens Antárticas são relevantes para melhor compreensão das mudanças climáticas. Massas de ar e correntes marítimas oriundas do continente influenciam nos regimes térmicos e precipitações na América do Sul. Estes conteúdos tem grande potencialidade de utilização no ensino de Geografia, podendo tornar as aulas mais atrativas e estimulantes.</p> Davi Lopes Fabio Oliveira José João Souza Carlos Schaefer Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 2 17 Consolidadação do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI): revisão de literatura e perspectivas na formação de professores https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9357 <p>A formação de professores é um campo de estudos em que seus profissionais, observam, analisam, modificam e ampliam os seus conhecimentos, competências e disposições tornando-se mais capazes de melhorar a qualidade da Educação. Nesse estudo, apresentamos uma pesquisa bibliográfica traçando um panorama atual da concepção sobre a formação de professores, bem como a constituição do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI). Acredita-se que essa nova modalidade de formação profissional representará a médio e longo prazo um salto na Educação Química do Brasil, o que exigirá uma avaliação futura do seu impacto na melhoria da Educação Básica, bem como no Sistema UAB.</p> Iterlandes Machado Junior Copyright (c) 2020 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-19 2020-06-19 9 1 18 35 Por uma geografia climática escolar: o tempo e clima através das canções populares regionais https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9628 <p class="Standard" style="margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif';">Os problemas ambientais urbanos e rurais, muitas das vezes, decorrem de fenômenos atmosféricos extremos. Nos trópicos, especialmente as chuvas intensas e secas. Todavia, o presente ensaio busca mostrar como a população em diferentes lugares do Brasil se relaciona com a mudança do tempo atmosférico e o clima, bem como os sinais utilizados pelas populações. Para isso, utilizar-se-á, o exemplo da região sul e nordeste do Brasil, a partir do registro fonográfico de duas canções relacionadas ao homem do campo.</span></p> Edson Soares Fialho Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 36 53 15 anos do estágio de docência nos programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil: cenários, tendências e desafíos https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9353 <p>O Estágio de Docência é o espaço de formação do pós-graduando bolsista da CAPES, como parte do programa de Demanda Social, para lecionar no ensino de graduação. Nesse estudo, apresentamos uma pesquisa do tipo estado da arte sobre os cenários, tendências e desafios do estágio de docência nos programas de pós-graduação stricto sensu no brasil nos últimos 15 anos. A principal conquista identificada nesse estudo foi a demonstração de como têm sido possíveis a articulação entre a graduação e a pós-graduação através de projetos total ou parcialmente incorporados a matriz curricular de ambos os níveis de ensino. Para tanto, é preciso que o Estágio de Docência seja melhor sistematizado e estruturado para tornar-se um espaço efetivamente formativo.</p> Iterlandes Machado Junior Rita de Cássia de Alcântara Braúna Copyright (c) 2020 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 54 72 Capacidade antioxidante de flores de capuchinha (Tropaeolum majus L.) https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9632 <p>As flores comestíveis são utilizadas na alimentação humana há centenas de anos a fim de melhorar a aparência e o sabor de diversos pratos na culinária. Dentre as flores que podem ser ingeridas, uma das mais conhecidas é a capuchinha (<em>Tropaeolum majus</em> L.), de origem mexicana e peruana, cuja coloração do cálice varia, podendo ser amarelo claro, alaranjado ou vermelha. A capuchinha é fonte de compostos bioativos, como a quercetina, as antocianinas, o ácido gálico, os ácidos clorogénicos e carotenoides, os quais conferem capacidade antioxidante a essas flores. Assim, transcendendo a sua aparência visual e o seu sabor, a capuchinha oferece benefícios à saúde da população devido aos seus compostos antioxidantes, que ajudam no combate de doenças crônicas, auxiliam na prevenção de degeneração muscular, de desordens imunológicas e da oxidação de lipoproteínas de baixa densidade. Tendo isso em vista, o objetivo do trabalho foi determinar a capacidade antioxidante das flores de capuchinha. As flores utilizadas foram as capuchinhas alaranjadas, amarelas e vermelhas. A determinação da capacidade antioxidante foi feita através do método ABTS. As flores de capuchinha vermelha apresentaram a maior capacidade antioxidante (13,59 μmol de Trolox/g) seguido pelas flores alaranjadas (4,10 μmol de Trolox/g) e amarelas (2,99 μmol de Trolox/g). Este resultado pode ser explicado pela maior concentração de compostos fenólicos presentes nas flores vermelhas. Dessa forma, as capuchinhas, em especial as de flores vermelhas, poderiam ser mais utilizadas na alimentação humana devido aos seus potenciais benefícios para a saúde.</p> Harícia de Almeida Souza Amanda Laís Alves Almeida Nascimento Paulo César Stringheta Frederico Barros Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 73 84 Usos do passado: percepção da construção da memória histórica durante o Segundo Reinado brasileiro (1840-1889) https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9643 <p>Este trabalho compreende uma análise da produção da memória histórica no período imperial brasileiro a partir de obras iconográficas, intelectuais e literárias. Analisamos as relações de poder na produção da memória, segundo interesses do Estado e de grupos sociais específicos. Os quadros de Pedro Américo, Victor Meirelles, François Moreaux e José Maria de Medeiros, os romances <em>Iracema</em> e <em>O Guarani</em> de José de Alencar e a <em>História Geral do Brasil</em> de Varnhagen foram estudados segundo o “modelo de identidade nacional” que evocavam. Tivemos como referencial teórico os conceitos de memória, documento e monumento trabalhados por Jacques Le Goff. O autor defende a importância de se analisar criticamente os documentos, pois estes fixam fatos selecionados e os imprimem à memória coletiva criando um efeito de monumentalidade. Isso ilustra como a produção da história e da memória não são processos neutros. Os conteúdos construídos são “usos do passado” que elegem essa ou aquela maneira de enxergar o próprio tempo presente. Percebemos que, por meio de uma produção seletiva da memória, o Império do Brasil procurava consolidar uma ordem e legitimar-se como regime.</p> Fabio Simao Theodora de Freitas Domingues Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 85 100 A Utilização de Recursos Digitais e Observações Celestes no Estudo da Astronomia https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9640 <p>O presente estudo investigou a eficiência do uso de recursos digitais, em especial o software Stellarium e o aplicativo Star Walk, no processo de ensino-aprendizagem dos conteúdos relacionados à astronomia. Sabendo que tal área é pouco contemplamos nas clássicas disciplinas do ensino fundamental e médio, foi elaborado um minicurso específico sobre a temática, o qual foi ministrado para um grupo de 32 alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (CAp-Coluni/UFV). Durante as aulas teóricas e práticas, tais recursos digitais foram inseridos de forma estratégica, corroborando para uma maior dinamização dos conteúdos abordados, bem como para a visualização de fenômenos celestes raros. Os dados qualitativos e quantitativos que respaldam as benesses da aliança entre os processos de aprendizagem formal e informal e as novas tecnologias, foram obtidos a partir da aplicação de questionários a todos os participantes.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Astronomia; Recursos Digitais; Ensino-Aprendizagem.</p> Norton Hugo Gouvêa Luís Guilherme Parreira Peluso Daniel Rodrigues Ventura Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 101 115 Aplicabilidade da Lei 10.639/03 no PIBID história UFAC: máscaras, artes e rituais religiosos https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9866 <p>Este trabalho &nbsp;compartilha a experiência vivida durante o ano de 2016, no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do Curso de Licenciatura em História da Universidade Federal do Acre. Cujo objetivo era a atividade de “Ensino com Pesquisa”, propondo a cada bolsista do PIBID elaboração de uma aula a partir de linhas de pesquisas indicadas no edital do referido projeto. Neste sentido, coube aos bolsistas procurar integrar os alunos da educação básica nas aulas, a fim de que os alunos dos sextos e sétimos anos pudessem participar como sujeitos ativos do processo de ensino e aprendizagem. Desenvolveu-se as aulas na Escola Estadual Raimundo Gomes, tendo como temática as máscaras africanas das tribos Dan/Dã, Punu e Chokwe, tendo como finalidade, a compreensão da simbologia das máscaras nas vertentes da arte, cultura e religiosidade. A metodologia empregada nos encontros foram leituras e apreciações dos textos sobre a temática, produções textuais, análises de imagens e mapa político da África para situar os alunos das tribos em comento. Usamos como aporte teórico o livro “ Rituais ontem e hoje” de Mariza Peirano, o texto “Máscaras africanas” de&nbsp; Simone &nbsp;Martins e Margaret Imbroisi, o artigo “As máscaras nas Artes Visuais: produzindo o saber de si em práticas pedagógicas” de&nbsp; Maristani Zamperetti.</p> Jardel Silva França Sandy Maria Gomes de Andrade Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 116 130 Metodologias participativas no ensino da agropecuária sustentável: experiências de rondonistas no interior do Piauí https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/9763 <p>O presente trabalho objetivou retratar a experiência de aplicação de metodologias ativas, no ensino de modelos de Agropecuária Sustentável, empregando a dinâmica intitulada “conectando palavras”. Os grupos escolhidos para a abordagem utilizada foram de comunidades rurais do município de Nossa Senhora dos Remédios, no Piauí. Esta metodologia de ensino se caracteriza pelo emprego de palavras levantadas pelo grupo que devem solucionar problemas propostos. Deste modo a metodologia buscou encorajar os participantes a desenvolverem pensamento crítico e por meio das discussões levantadas, propor soluções e adquirirem conhecimento sobre os conceitos essenciais do tema em questão. A metodologia foi aplicada em grupos de comunidades rurais, totalizando 116 participantes, que ao longo de 4 horas de discussão foram instruídos a construir propostas e discutir o tema. Os resultados obtidos remetem a uma boa aceitação da metodologia, se mostrando uma alternativa, no resgate e construção do conhecimento, acerca da conservação ambiental com comunidades rurais. Também foi constatada a importância e necessidade de um tutor, mediando discussões e promovendo a interação entre participantes, como meio de estimular o processo de ensino-aprendizagem.</p> João Vitor Andrade Mairon Neves de Figueiredo Bruno Ricardo de Castro Leite Júnior Thais de Carvalho Maia Emerson Alcides da Silva Copyright (c) 2020 REVISTA PONTO DE VISTA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-30 2020-06-30 9 1 131 144