Revista Ponto de Vista https://periodicos.ufv.br/RPV <p align="justify">A Revista Ponto de Vista (ISSN 1983-2656) surgiu como um espaço para a expressão daqueles, que não só veem a educação como um instrumento para o desenvolvimento do país, mas também a concebem como um processo contínuo de estudos, descobertas e criações que devem ser compartilhadas. Com uma periodicidade semestral, propõe-se preferencialmente subsidiar o trabalho, a formação e a atualização dos profissionais de ensino, promovendo a interlocução e a reflexão nas diversas áreas do saber. Esse é o compromisso da revista PONTO DE VISTA que convida educadores e ou outros profissionais de diferentes áreas e níveis de ensino, a enviarem para publicação, artigos, resenhas, relatos de experiências entre outros.</p> <p align="justify"><strong>PARCERIAS</strong>:</p> <p>PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA – UFV (Mestrado Profissional)</p> <p>PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA – UFV</p> <p> </p> Universidade Federal de Viçosa pt-BR Revista Ponto de Vista 1807-7307 <p align="justify"><strong>POLITICA DE ACESSO LIVRE</strong></p> <p align="justify">A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o principio de disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público e proporcionar a democratização do conhecimento.</p> <p align="justify">A Revista se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores.</p> Educação Inclusiva e o ensino de Ciências/Química: https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19585 <p>O presente artigo examina a inclusão de estudantes cegos no ensino de Ciências da Natureza, com ênfase particular na Química, apresentando alguns dos empasses e avanços na área. A fundamentação teórica baseia-se nas obras de Camargo (2005 e 2020), Nuernberg (2008) e Mól (2019), que abordam a construção social da deficiência e as barreiras que Pessoas com Deficiência enfrentam na sociedade e no sistema educacional. Em termos metodológicos, o estudo consiste em uma pesquisa com abordagem qualitativa, de natureza básica. Quanto aos objetivos, pode ser caracterizada como descritiva, pois exige de quem a executa informações sistematizadas sobre o objeto de estudo. Em relação aos procedimentos, há um levantamento bibliográfico, do tipo Estado do Conhecimento, com artigos resultantes da busca no Portal de Periódicos da Capes. Em relação aos resultados, observa-se um aumento das publicações sobre educação inclusiva após a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão, em 2015. Os artigos analisados foram classificados em quatro categorias emergentes, a saber: dificuldades no ensino, percepção social da inclusão, elaboração de recursos didáticos acessíveis e formação de docentes para a educação inclusiva. Verificou-se que a Química apresentou maior quantitativo de produções com recursos metodológicos adaptados e estudos voltados à inclusão de estudantes cegos. A Biologia, por sua vez, carece de investigações na área, demandando um maior investimento em pesquisas. Entre as lacunas identificadas, destaca-se a falta de materiais didáticos adaptados para o campo das Ciências em geral, a necessidade de formação continuada para os professores e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que favoreçam a inclusão em sala de aula, contribuindo para a construção do conhecimento científico. Assim, conclui-se que para alcançar a equidade educacional é essencial investir no desenvolvimento contínuo de materiais pedagógicos acessíveis e na formação de professores capacitados para atender às necessidades específicas de estudantes com algum tipo de deficiência visual.</p> Liliane Vieira Vinícius Catão Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-04-04 2025-04-04 14 1 01 17 10.47328/rpv.v14i1.19585 Construindo caminhos para a validação de sequências didáticas: https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19590 <p><span style="font-weight: 400;">O Modelo de Reconstrução Educacional (MRE) foi desenvolvido com a finalidade de apoiar o processo de design de intervenções educacionais, como as Sequências Didáticas (SD). Dentro deste processo estão previstos o planejamento e a validação das SDs. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi elucidar indicadores de aprendizagem apoiados teoricamente no MRE, que tenham o potencial de auxiliar nos processos de validação de SDs construídas com o apoio desse modelo. Para tal, por meio de uma abordagem qualitativa de pesquisa, recorremos à utilização de narrativas autobiográficas, que foram construídas por professores de biologia em formação, participantes de curso de extensão, cujo objetivo era compreender o processo construtivo de SDs apoiadas no MRE. Nesse contexto, foram analisadas 134 narrativas, a partir das três etapas da Análise de Conteúdo de Bardin: pré-análise, exploração do material e tratamento dos dados. Os resultados mostraram a identificação de 11 indicadores de aprendizagem, organizados em quatro categorias: autopercepção, conteúdo a ser ensinado, mundo material e docentes. Tais indicadores nos permitem observar a aprendizagem a partir de diferentes aspectos, como aqueles cognitivos (conhecimentos pré-instrucionais - indicador 1), afetivos (sentimentos e emoções - indicador 9), de cunho mais interno (reflexão sobre o conteúdo - indicador 6) e de cunho mais externo (mediação - indicador 10). Tratam-se, portanto, de indicadores de aprendizagem gerais ligados às bases teóricas do MRE, que embora tenham sido identificados em um contexto particular de investigação, têm o potencial de apoiar outros processos de pesquisa que objetivem validar SDs apoiadas no MRE.</span></p> Michelle Garcia da Silva Isaque Cesar Borba da Silva Roberta Smania-Marques Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 20 10.47328/rpv.v14i1.19590 Avaliação da aprendizagem: https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/18385 <p>A avaliação da aprendizagem é essencial ao trabalho docente, pois é por meio dela que se faz o acompanhamento do processo de ensino e de aprendizagem. Por isso, é importante que os cursos de licenciatura abordem esta temática e que auxiliem os licenciandos a compreendê-la de maneira fundamentada, visando uma educação democrática e inclusiva. Com o objetivo de compreender como essa formação para a avaliação vem ocorrendo durante o curso de Licenciatura em Química, realizamos uma pesquisa qualitativa com 14 licenciandos em Química, em final de curso, de uma universidade federal localizada em Minas Gerais. A partir de suas respostas a um questionário, criamos quatro categorias, a saber: Revelam como a prática avaliativa está sendo desenvolvida; Foco e objetivo da avaliação da aprendizagem para os licenciandos em Química; Noções iniciais de como deveria ser o processo avaliativo segundo os licenciandos; Momentos da construção da concepção inicial sobre avaliação da aprendizagem escolar e suas finalidades. Os resultados indicam que embora cinco licenciandos tenham relatado terem estudado a temática da avaliação durante o curso de licenciatura, a experiência vivenciada por eles com práticas examinativas na Educação Básica e/ou na graduação ainda tem uma influência significativa em seus entendimentos sobre a avaliação e a prática avaliativa. Além disso, dois licenciandos indicaram o Estágio Supervisionado como uma disciplina com potencial para colaborar com a aprendizagem sobre avaliação. Esses dados destacam a importância desta temática estar incluída na formação inicial de professores, sendo crucial ampliar sua discussão e estudo ainda no curso de licenciatura.</p> Isabela Vieira da Silva Andréia Francisco Afonso Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-30 2025-03-30 14 1 01 18 10.47328/rpv.v14i1.18385 Formação continuada de professores no contexto da Libras e sua influência na inclusão de surdos em territórios educacionais https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19534 <p><span style="font-weight: 400;">A territorialidade discute a marcação de espaço em um determinado lugar, podendo ser estabelecido por um grupo de pessoas que compartilham as mesmas características sociais e políticas (SOUZA, 1995; CLAVAL, 1996). Nesse sentido, pessoas surdas, sendo minoria linguística no Brasil e possuidoras de uma cultura e identidade próprias, precisam se estabelecer no âmbito educacional de escolas regulares. Muitos desses territórios educacionais não estão preparados para receber tais sujeitos, devido à falta de formação profissional nessa área. É nesse viés que tal pesquisa se estabelece, objetivando-se principalmente em analisar o curso Celib nas Escolas e propor melhorias para a formação dos profissionais no âmbito da surdez em uma cidade no interior de Minas Gerais, visando contribuir para a marcação de território da comunidade surda e, consequentemente, colaborar para efetivar uma verdadeira inclusão escolar para esses sujeitos. Como metodologia de estudo, utilizou-se abordagens históricas e comparativas, com um cunho qualitativo (LAKATOS; MARCONI, 2017), considerando o histórico do sujeito surdo e a legislação que endossa a necessidade de uma educação inclusiva. A ferramenta para análise de dados se baseou em entrevistas semiestruturadas com os profissionais que realizaram o curso Celib nas Escolas e em discussões ocorridas ao longo das aulas. Os resultados indicaram um despreparado das escolas estudadas em receber alunos surdos em seu território escolar, dada a ausência de formação em Libras dos profissionais atuantes naquele espaço. Conclui-se que cursos de formação continuada que contemplem a educação inclusiva são fundamentais para uma territorialização dos surdos nos ambientes escolares.</span></p> Sávio Rodrigues de Oliveira Bianca Sena Gomes Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 17 10.47328/rpv.v14i1.19534 Produção bibliográfica dos professores pesquisadores da área ciências humanas nos IFs do RS https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19603 <p>Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) foram criados no Brasil com a finalidade de promover o desenvolvimento regional. Para tanto, deve implementar a pesquisa aplicada, a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico, estimulando a produção de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo-as à comunidade. Destarte, este trabalho tem a finalidade de caracterizar a produção bibliográfica dos professores da área de ciências humanas nos IFs do Rio Grande do Sul entre os anos de 2017 e 2023. Trata-se de uma investigação descritiva e exploratória, seguindo abordagem qualitativa e quantitativa, por meio de pesquisa bibliográfica, análise documental e pesquisa de campo, envolvendo os três IFs do Rio Grande do Sul: o IFRS, o IFFar e o IFSul. Os resultados vêm apontando semelhança entre as pesquisas desenvolvidas nos três IFs, com atenção para a área da educação e com propósitos de desenvolvimento local e regional.</p> Josimar de Aparecido Vieira Gabriela Berguenmaier Olanda Ricardo Batista Job Jeferson Lisboa Kunz Marilandi Maria Mascarello Vieira Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 16 10.47328/rpv.v14i1.19603 O programa institucional de bolsa de iniciação à docência e o desenvolvimento profissional de professores do ensino superior: https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19709 <p>Neste artigo, buscamos analisar, mediante revisão integrativa de literatura, as contribuições do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e Programa Residência Pedagógica (PRP) para o desenvolvimento profissional de docentes do ensino superior, participantes desses programas. Para isso, realizamos uma busca no Banco de Teses e Dissertações da Capes (BDTD) e no Catálogo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no período de 2009 a 2023. Após leitura flutuante e critérios de seleção, foram localizadas nove pesquisas relacionadas apenas ao PIBID. A interpretação dos dados aponta para o fato da participação no PIBID possibilitar um maior conhecimento e aprendizagem sobre a realidade da escola básica e que a experiência no programa impacta a prática profissional dos docentes. O estudo sinaliza que a proximidade com a escola foi compreendida como uma condição <em>sine qua non</em> para um processo reflexivo e alterações nas práticas dos formadores de professores na universidade e, portanto, para o seu desenvolvimento profissional.</p> Claudení Marques Santos Geide Rosa Coelho Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 20 10.47328/rpv.v14i1.19709 Patrimônios Negros: https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/19423 <p>O racismo, enquanto herança da escravidão, é um dos definidores dos processos de exclusão dirigidos à população afro-brasileira, incluindo-se as formulações da memória coletiva e identificação do Patrimônio Cultural, da qual a presença negra ainda é hegemonicamente alijada. Diante desse quadro, o presente trabalho intenta colaborar para o avanço das discussões sobre o racismo estrutural e sua influência na percepção do patrimônio cultural afro-brasileiro, especificamente no município mineiro de Viçosa, a partir da construção de um inventário participativo, constituído a partir de diálogo direto com a população local, através do qual espera-se construir novos entendimentos em torno da cultura afro-brasileira local, bem como dialogar com as apropriações e ressignificações a ela relativos, constituindo-se como instrumento de educação para as relações étnico-raciais e de combate ao racismo. Para tanto, utilizou-se da aplicação de um formulário <em>online</em>, no qual a população pode indicar os bens culturais afro-brasileiros presentes em Viçosa, bem como sua interpretação acerca de sua existência e (in)visibilidade, além de possíveis ressonâncias do racismo estrutural em sua percepção. A partir das colaborações até aqui obtidas, o trabalho indica o baixo reconhecimento, promoção e proteção de bens culturais afro-brasileiros no município, sendo, segundo os entrevistados, o racismo como grande influenciador desse processo. De outro lado, as repostas indicam, entre os bens culturais reconhecidos, a predominância daqueles de natureza imaterial. Tal resultado aponta o peso da “imaterialidade” do patrimônio afro-brasileiro, especialmente as formas de expressão, contrastando com a ideia de “monumentalidade material”, diretamente relacionada às “tradições” ocidentais ou eurocêntricas ainda muito presentes.</p> Eric Matheus Faria Martins Luiz Gustavo Santos Cota Thiago Teixeira de Andrade Ludimila Rayana Silva de Jesus Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 15 10.47328/rpv.v14i1.19423 Editorial https://periodicos.ufv.br/RPV/article/view/21586 LEOMAR TIRADENTES Copyright (c) 2025 Revista Ponto de Vista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2025-03-01 2025-03-01 14 1 01 02