Oikos: Família e Sociedade em Debate https://periodicos.ufv.br/oikos <p>A Oikos: Família e Sociedade em Debate está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica, da Universidade Federal de Viçosa - UFV. Destina-se à publicação de produções científicas da área de conhecimento das Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Os artigos são voltados para o estudo da família e do ser humano como ser social, econômico e político, buscando refletir sobre as diversas realidades humanas e as consequências de viver em sociedade.</p> pt-BR <p align="justify"><span style="font-size: medium;">A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores.</span></p> <p align="justify"><span style="font-size: medium;">Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Oikos: Família e Sociedade em Debate. 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Rita de Cássia Pereira Farias) revistaoikos@ufv.br (Gestão Editorial) Qui, 04 Jun 2020 00:00:00 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A violência que insiste em permanecer https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10436 Rita de Cássia Pereira Farias Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10436 Qua, 03 Jun 2020 20:03:38 -0300 Expediente https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10438 Rita de Cássia Pereira Farias Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10438 Qua, 03 Jun 2020 00:00:00 -0300 Óbitos violentos e tentativas de suicídio por intoxicação exógena em mulheres https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/8983 <p>Considerando a violência contra a mulher como importante evento social e de saúde pública e o feminicídio como expressão mais extrema da violência de gênero, objetivamos problematizar o óbito por suicídio e agressões em mulheres como sentinelas da violência doméstica a partir da análise da relação entre óbitos por violências e causas mal definidas, intoxicação exógena por tentativa de suicídio e violência contra mulheres. O estudo, realizado em Viçosa-MG, entre 2010 e 2015, utilizou dados secundários sobre os eventos em questão relativos a mulheres residentes, obtidos de sistemas de informação em saúde. Os resultados apontaram que o perfil das mulheres se assemelha para os eventos analisados, sendo que, em geral, as mais acometidas eram pobres, pretas ou pardas, de baixa escolaridade e remuneração. A análise integrada demonstrou associação entre os eventos óbitos por agressões e violência (62,5%) e entre intoxicação exógena por tentativa de suicídio e violência contra mulheres (14,8%), confirmando o pressuposto de que a exposição a situações de violência predispõe as mulheres à morte por agressões e suicídio e, também, a tentativas de autoextermínio. Concluímos que análises integradas e sistemáticas dos dados provenientes dos sistemas de informação contribuem para o enfrentamento à violência contra as mulheres.</p> Cristiane Magalhães de Melo, Thaís Salgado Oliveira, Marcela Quaresma Soares, Paula Dias Bevilacqua Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/8983 Qua, 03 Jun 2020 00:00:00 -0300 A Lei Maria da Penha e os desafios do trabalho policial https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10429 <p>Este artigo propõe discutir a atuação de policiais na construção da queixa de violência doméstica de mulheres no cotidiano de uma delegacia de polícia. A partir de observação participante e imersão em uma delegacia, busca-se analisar as novas demandas para a atuação policial. A resposta coercitiva, que sempre marcou o lugar social da polícia brasileira, se vê confrontada, a partir de mecanismos políticos institucionais como a Lei Maria da Penha, a construir uma atuação educativa que flexibilize a lógica masculina própria da instituição. Marcadores de gênero e diferentes performances atravessam o trabalho de um (a) profissional que se vê desafiado (a) a compor novos arranjos subjetivos e saberes da prática que questionem o já consolidado aprendizado advindo da Academia de polícia.</p> <p>&nbsp;</p> Ana Pereira dos Santos, Luciano Rodrigues Costa Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10429 Qua, 03 Jun 2020 20:21:13 -0300 Entraves à implementação da Política de enfrenta à violência contra mulheres https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9933 <p>O artigo discute o processo de implementação de políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil a partir da perspectiva da burocracia de nível de rua representada por policiais civis e militares. Para compreender como os agentes de linha se comportam diante dos casos de violência doméstica contra mulheres, a pesquisa analisou os boletins de ocorrência que receberam essa tipificação criminal registrados no ano de 2019 pelas Polícias Civil e Militar do Estado de Goiás nos vinte e nove Municípios goianos que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF). Discutindo com a literatura sobre implementação de políticas públicas, intersetorialidade e burocracia de nível de rua, ficou evidenciada que a inexistência de um patamar mínimo de governança pública gera problema de agência em que, ao arrepio da Lei n.º 11.340/2006, policiais civis e militares definem de forma discricionária os casos de violência doméstica contra mulheres que receberão a atenção estatal, resultando na não apuração de mais de cinquenta e dois por cento dos crimes noticiados no universo pesquisado.</p> Victor Pereira Avelino Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9933 Qua, 03 Jun 2020 20:29:02 -0300 Percepções de profissionais sobre a violência contra as mulheres nos serviços de proteção no município de São João del-Rei – MG https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10036 <p>Este artigo apresenta as percepções dos profissionais que atuam nos serviços de atendimento às mulheres em situação de violência no município de São João del-Rei/MG. A pesquisa teve como base teórica a Política Nacional e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, que propõem, em linhas gerais, a articulação entre os serviços e o fortalecimento de uma rede de apoio que visa o enfrentamento à violência contra as mulheres. O estudo consistiu em uma pesquisa quali-quantitativa na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e no Centro de Referência Especializada em Assistência Social da Cidade da São Joao del-Rei. Percebeu-se pelos dados obtidos uma situação preocupante em termos de violência na referida cidade, além de alguns entraves no seu enfrentamento, como: ausência de capacitação e especialização dos profissionais; inexistência de uma rede articulada; e escassez de ações municipais baseadas na Política e no Pacto Nacional.</p> Ana Caroline Matos Soares, Marcia Barroso Fontes Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/10036 Qua, 03 Jun 2020 20:33:07 -0300 Percepção de adolescentes sobre as causas da violência doméstica e familiar contra as mulheres https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/8979 <p>Este artigo investiga a percepção de adolescentes sobre a violência doméstica e familiar cometida contra as mulheres, buscando identificar sua compreensão sobre as causas desse tipo de violência. Para a coleta de dados, foram analisadas 392 redações, escritas por alunos do ensino médio de uma escola pública.&nbsp; Prevaleceram como causas, na opinião dos participantes: o machismo, o uso de álcool e de drogas ilícitas, e discordâncias entre o casal ou a família. Em sua maioria, os participantes não identificaram o componente da desigualdade de gênero como causa da violência doméstica e familiar contra as mulheres, sendo ressaltada a permanência de valores machistas entre os adolescentes, especialmente entre os do gênero masculino. Verificou-se, ainda, a grande influência do discurso midiático e de suas próprias vivências em família na elaboração dos textos, já que não existe uma abordagem sistematizada e transversal sobre o tema na escola. Problematiza-se que a falta de informação pode contribuir para a perpetuação de sua prática, através da naturalização da violência.</p> Yara Lopes Singulano, Karla Maria Damiano Teixeira Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/8979 Qua, 03 Jun 2020 20:37:28 -0300 Sociedade de risco e a violência https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9000 <p>A sociedade tem assumido expressão de Sociedade de Risco a partir do foco no consumo, de modo que o presente artigo pretende desenvolver uma análise para situar a Sociedade de Risco e a violência como fenômeno na adolescência com base nos reflexos da Sociedade de Consumo, com destaque para a adolescência em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade. Trata-se de um recorte de pesquisa desenvolvida no mestrado. Possui abordagem qualitativa que como técnica de coleta de dados utilizou-se da entrevista com aplicação de roteiro semiestruturado, realizadas com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade. Posteriormente, a análise dos dados foi realizada com base nas referências levantadas e na Análise de Discurso. Como resultado surgiu que as práticas de consumo acabam por ser hierarquizadas e estereotipadas pela sociedade, no sentido de segregação deste jovem. De modo que, o que caracterizará de fato esse adolescente é a sua falta de habilidade de mobilizar as instituições de proteção, promoção e garantia de direitos, tais como família, Estado e sociedade. Portanto, a utilização de marcas específicas revela não apenas a dimensão simbólica do consumir pautado pelos adolescentes, imbricado de questões de pertencimento e violência, mas perpassa sobretudo, pela condição de classe social.</p> Priscilla Karla da Silva Marinho, Raquel de Aragão Uchôa Fernandes, Laura Susana Duque-Arrazola Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9000 Qua, 03 Jun 2020 20:41:07 -0300 Cobertura jornalística sobre violência e a pessoa idosa: o caso do Cidade Alerta https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9794 <p>O objetivo do artigo é analisar a cobertura jornalística da violência e sua interface com a pessoa idosa, a partir da análise do telejornal <em>Cidade Alerta. </em>Após transcrição fidedigna dos textos das reportagens, os dados foram categorizados e avaliados pela análise temática, com ênfase na análise de conteúdo temático-categorial, proposto por Bardin (2000). A análise percorreu as chamadas, os temas e os discursos veiculados pelo programa. Foram detectadas situações nas quais o idoso aparecia como vítima e como agressor, que revelaram intersecções com as questões de gênero e classe social. O <em>Cidade Alerta</em> como um programa sensacionalista, que tem sua programação voltada principalmente para a cobertura da violência, contribui para solidificação da representação da velhice como problema, como incapacidade, fragilidade, doença e peso social. Tal visão negativa justifica a eliminação do idoso e fomenta as práticas violentas contra a pessoa idosa, sobretudo quando se trata de mulheres.</p> Débora Pires Teixeira, Rose Soares de Jesus, Rita de Cássia Pereira Farias Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9794 Qua, 03 Jun 2020 20:46:40 -0300 Gênero, cotidiano e cárcere https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9014 <p>Dados do <em>International Centre for Prison Studies </em>apontam que há aproximadamente 700.000 mulheres encarceradas no mundo, e o Brasil surge como a quarta maior população carcerária feminina do mundo, confirmado pelos dados apresentados pelo Infopen de 2018. Partindo-se do pressuposto que em uma sociedade desigual, as possibilidades de acesso a direitos e de bem-viver são limitadas em decorrência dos atributos de classe, gênero, etnia/raça e geração. Nesta pesquisa buscamos revelar cotidianos de mulheres que vivenciaram o encarceramento. Para chegar até as mulheres firmamos uma proposta de cooperação com o Patronato Penitenciário de Pernambuco, órgão de execução penal ligado à Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. As mulheres que compõem esta pesquisa estão ainda em cumprimento de pena fora do cárcere, estão ouvidas durante os grupos mensais de acolhimento, intitulado: <em>Diálogo entre Mulheres,</em> que ocorrem mensalmente. A presente pesquisa é qualitativa com inspiração no método da pesquisa-ação, através da utilização dos grupos mensais como círculos de pesquisa para este trabalho. Os resultados obtidos até o momento apontam que há uma reprodução geracional de trajetórias subalternas na história de vida destas mulheres.</p> <p><strong>Palavras-Chave: </strong>Mulheres. Sistema Carcerário. Patronato. Cotidiano.</p> Felipe Henrique Oliveira da Silva, Raquel de Aragão Uchôa Fernandes, Priscilla Karla da Silva Marinho Copyright (c) 2020 Oikos: Família e Sociedade em Debate https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufv.br/oikos/article/view/9014 Qua, 03 Jun 2020 20:50:25 -0300