COMPARAÇÃO ENTRE DOIS MODELOS USADOS NA ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO REAL DA CULTURA DA SOJA

Henrique Luís Pierdoná, Adriano Cesar Pereira de Paula, Cícero Lopes da Silva, Morris Scherer Warren, Lineu Neiva Rodrigues

Resumo


Qualquer tentativa de melhoria da eficiência do uso da água na agricultura deve ser fundamentada em estimativas confiáveis da evapotranspiração real das culturas. Entre as metodologias aplicadas para esse propósito, a mais utilizada é aquela que se baseia no coeficiente de cultivo e na evapotranspiração de referência, a qual é difícil de ser adequadamente estimada em razão da falta de padronização das estações meteorológicas. O objetivo principal deste trabalho foi analisar as principais limitações dos métodos de Penman-Monteith 1965 e da razão de Bowen utilizados na estimativa da evapotranspiração real de uma cultura de soja. Os dados micrometeorológicos necessários aos métodos avaliados procederam de estações automáticas instaladas no interior da área irrigada por um pivô central localizado numa bacia hidrográfica de Brasília – Distrito Federal. A evapotranspiração real obtida pelo método de Penman-Monteith de 1965 ficou abaixo da obtida pelo método da razão de Bowen. Uma das razões para essa discrepância pode estar associada ao uso de valores de resistência superficial diferentes dos que realmente ocorreram durante o experimento. Pelo fato de o método da razão de Bowen não fazer uso da resistência superficial, sugere-se que este foi, neste trabalho, mais apropriado para estimar os valores da evapotranspiração real da cultura da soja.

Palavras-chave


agrometeorologia, evapotranspiração de referência, fluxo de calor sensível, resistência superficial

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DOI: https://doi.org/10.13083/reveng.v27i5.877

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