Revista de Economia e Agronegócio https://periodicos.ufv.br/rea <p>A Revista de Economia e Agronegócio (REA) é uma publicação quadrimestral do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Seu primeiro número foi editado no início de 2003 e, até 2007, sua periodicidade foi trimestral. A partir de 2008, sua periodicidade foi mudada para quadrimestral. A REA aceita artigos e editorais (em inglês, espanhol ou português) que apresentem contribuições originais nas áreas de economia e, ou, agronegócio.&nbsp;</p> Universidade Federal de Viçosa pt-BR Revista de Economia e Agronegócio 1679-1614 <p><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span></p><p>O artigo não infringe direitos autorais e estes direitos, no caso de o artigo ser aceito para publicação, serão cedidos, de forma exclusiva, à Universidade Federal de Viçosa.</p> AS IMPLICAÇÕES DAS POLÍTICAS REGULADORAS RELACIONADAS À PESTE SUÍNA AFRICANA NO COMÉRCIO INTERNACIONAL https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/13066 <p>O objetivo desse trabalho é avaliar o efeito das regulamentações sanitárias (SPS), relacionadas aos surtos da Peste Suína Africana (PSA), sobre as exportações mundiais de carne suína. O modelo de gravidade é empregado para incorporar notificações sobre a ocorrência da doença nos principais mercados exportadores. Os resultados vão de encontro da literatura que investiga a “epidemiologia econômica” e evidenciam que as medidas regulatórias associadas a doenças têm efeitos negativos sobre o comércio. No contexto do estudo, isso significa que as medidas SPS, embora tenham objetivos legítimos de assegurar saúde e segurança, podem imputar altos custos de adequação por parte do exportador, podendo interferir na sua capacidade de competir.</p> Michelle Marcia Viana Martins João Vitor Borges da Silva Copyright (c) 2022 2022-08-27 2022-08-27 19 3 1 30 10.25070/rea.v19i3.13066 MODELAGEM DA VOLATILIDADE CONDICIONAL DO RETORNO DO MELÃO CEARENSE https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/10053 <p>Considerando as flutuações cíclicas e/ou sazonais dos preços dos produtos agrícolas, o regime de níveis e volatilidade de preços ilustra a necessidade de mitigação de riscos, classificando-se como mecanismos potenciais de estratégias de Hedge. O presente estudo tem como objetivo modelar a volatilidade das cotações semanais do preço médio da caixa de 13 kg do melão amarelo, tipo 11 e 12, dos produtores do Baixo Jaguaribe (CE), por meio da estimação de modelos da família ARCH (GARCH, EGARCH e TGARCH). A partir dos resultados encontrados, observa-se que os modelos captaram choques de volatilidade, persistência, impactos e diferentes reações aos choques de volatilidade de maneira consistente, o que permite concluir que os retornos apresentaram choques de volatilidade altos na maioria dos modelos estimados e pouca demora em se dissipar, além de possibilidade de efeito alavancagem e indícios que choques negativos possuem efeitos maiores sobre a volatilidade do que choques positivos.</p> Fabiano da Costa Dantas Cristiane de Mesquita Tabosa Copyright (c) 2022 2022-08-01 2022-08-01 19 3 1 25 10.25070/rea.v19i3.10053 DETERMINANTES DO CONSUMO INDIVIDUAL DE ARROZ E FEIJÃO NO BRASIL EM 2017/2018 https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/12887 <p>O arroz e o feijão são alimentos tradicionais na mesa dos brasileiros, mas vem perdendo espaço para outros alimentos. Dessa forma, é importante conhecer os fatores associados ao seu consumo individual. Portanto, este artigo objetivou investigar os determinantes da decisão de consumo individual de arroz e feijão, dentro e fora dos domicílios brasileiros, com base nos dados do Inquérito Nacional de Alimentação (INA), presente na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada em 2017/2018 pelo IBGE. Os resultados mostraram que fatores como a localização, a renda, a escolaridade, o fato de a mulher trabalhar, a estrutura familiar e os grupos de alimentos consumidos possuem influência significativa, indicando que interferem na decisão de consumo individual de arroz e feijão dos brasileiros. Destaca-se que, nos domicílios unipessoais e com múltiplos, o indivíduo tende a consumir menos arroz e feijão dentro de casa, preferindo outros tipos alimentos ou buscando estes alimentos fora de casa.</p> Gerciana Aparecida Rezende Alexandre Bragança Coelho Guilherme Fonseca Travassos Copyright (c) 2022 2022-08-11 2022-08-11 19 3 1 22 10.25070/rea.v19i3.12887 SUCESSÃO FAMILIAR NA PRODUÇÃO DE LEITE DO ESTADO DO PARANÁ https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/11474 <p>A dificuldade de sucessão familiar nos estabelecimentos agropecuários é um fenômeno que tem repercussão no meio rural em escala mundial, proporcionando importantes debates. O presente estudo buscou analisar características socioeconômicas, produtivas e estruturais dos gestores e a intenção ou não de sucessão familiar em sistemas leiteiros de três mesorregiões do estado do Paraná. Foram aplicados 204 formulários in loco. Os sistemas produtivos leiteiros foram divididos em dois grupos: G1 (sistemas produtivos sem intenção de sucessão familiar) e G2 (sistemas com intenção de sucessão). Utilizou-se o método de Análise Fatorial para gerar fatores que se correlacionam de acordo com a tipologia. Identificou-se quatro fatores: F1 (Produção); F2 (Mão-de-obra); F3 (Social) e F4 (Infraestrutura). Os grupos foram comparados, frente aos escores fatoriais, aplicando teste de médias. Verificou-se que sistemas leiteiros mais produtivos e que utilizam mão-de-obra familiar tendem à sucessão. Os resultados indicam a necessidade da criação de políticas públicas que incentive o jovem a dar continuidade aos negócios da família, podendo ser um caminho para evitar futuros problemas sociais e econômicos, tanto no campo ou no meio urbano.</p> Denise da Silva Mota Carvalho Vinicius Donizeti Vieira da Costa Matheus Porcé Alexandre Florindo Alves Copyright (c) 2022 2022-08-03 2022-08-03 19 3 1 19 10.25070/rea.v19i3.11474 AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE DA PRODUÇÃO SUINÍCOLA https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/11705 <p>O estudo tem por objetivo identificar o nível de sustentabilidade de uma propriedade rural que desenvolve a atividade suinícola a partir do Sistema de Gestão e Avaliação da Sustentabilidade da Suinocultura. Metodologicamente a pesquisa é descritiva, realizada por meio de estudo de caso junto a uma propriedade rural do município de São Carlos-SC. As etapas para a realização do estudo foram: identificação dos indicadores; realização de entrevista com o produtor rural; aplicação do constructo de indicadores e métricas denominado Sistema de Gestão e Avaliação da Sustentabilidade da Suinocultura – SIGEASS. Os resultados permitem observar as extremidades positivas e negativas da atividade suinícola. Os resultados demonstram a partir do SIGEASS, as externalidades negativas nos indicadores ambientais de avaliação do solo, energia, água e ar/ efeito estufa, indicando a necessidade da implementação de melhorias nestes aspectos da avaliação, enquanto a remuneração do capital investido e da mão de obra apresentaram externalidades positivas. </p> Silvana Dalmutt Kruger Eduarda Silva Wiest Claudia Dalla Porta Cleunice Zanella Copyright (c) 2022 2022-08-01 2022-08-01 19 3 1 22 10.25070/rea.v19i3.11705 A PRODUÇÃO EXTRATIVA VEGETAL NO ESTADO DO PARANÁ https://periodicos.ufv.br/rea/article/view/11759 <p>Esse artigo analisa o deslocamento do valor da produção extrativa vegetal e seu padrão de localização entre as microrregiões do Paraná. O procedimento metodológico consistiu na estimativa dos indicadores de localização e da composição da estrutura produtiva, a partir de dados do valor da produção extrativa vegetal regional. A periodização utilizada foi o comparativo entre os anos de 2007 e 2018. Os principais resultados apontaram para um avanço significativo das microrregiões ao longo da bacia hidrográfica do rio Iguaçu, na extração da erva-mate. A exploração da erva-mate também teve a difusão espacial mais significativa no território.</p> Jandir Ferrera de Lima Amarildo Hersen Copyright (c) 2022 2022-08-09 2022-08-09 19 3 1 14 10.25070/rea.v19i3.11759