A crise do imaginário rural brasileiro: da roça à tapera

Autores

  • José de Souza Martins USP

DOI:

https://doi.org/10.36363/rever312014%25p

Resumo

Tomo, propositalmente, para dar título a esta reflexão, duas palavras originárias de duas línguas diferentes, que convivem entre nós como língua brasileira: a palavra “roça”, da língua portuguesa, e a palavra “tapera”, da língua nheengatu. Um título, uma frase, não constitui, simplesmente, uma junção de palavras. As palavras têm sentido, tem data, tem história, também quando reunidas na harmonia de seus desencontros. Como instrumentos de consciência, elas retêm suas determinações históricas, o que pode ser observado quando se explicitam em ações ou em duplas expressões, como é comum no Brasil entre as populações caipiras e sertanejas, cujo falar é construído nas contradições do nosso bilinguismo. Em relação a essas palavras, uma, é da língua do conquistador; outra, é da língua do conquistado. Elas retêm e ocultam poder e sujeição e a história da proibição linguística, de 1727, ordenada pelo rei de Portugal contra o uso da língua geral, a língua propriamente brasileira, impondo aos brasileiros uma língua estrangeira, a língua portuguesa.

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Publicado

2015-03-18

Como Citar

Martins, J. de S. (2015). A crise do imaginário rural brasileiro: da roça à tapera. Revista De Extensão E Estudos Rurais, 3(1). https://doi.org/10.36363/rever312014%p