Ser ou não ser agricultor? Eis a questão. Representações sociais sobre a profissão de agricultor entre jovens de comunidade rural do Sul do Brasil.

Autores

  • Flávio Sacco dos Anjos UFPEL
  • Nádia Velleda Caldas Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.36363/rever412015%25p

Resumo

 

A pesquisa analisou as representações sociais dos alunos de uma escola do interior de Pelotas em relação à agricultura, do ponto de vista do modo como eles projetam o seu futuro profissional. Uma visão bastante negativa povoa o imaginário dos jovens rurais, fato que, em última instância, reproduz o estigma dominante de que os espaços rurais representam o lugar do “não-desenvolvimento”, do arcaico, do tradicional, tal como indicam estudos recentes realizados no país. Os autores partem da premissa de que se deve considerar o campo como espaço heterogêneo, destacando a diversidade econômica, em função do engajamento das famílias em atividades agrícolas e não-agrícolas (pluriatividade). Outrossim, parece claro que se torna imperativo implementar ações orientadas a reconhecer essa diversidade e a importância dessas novas vocações dos espaços rurais, sem que isso implique, necessariamente, em desprestígio quanto ao papel do agricultor para as demandas atuais e futuras da sociedade em geral.

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Biografia do Autor

Nádia Velleda Caldas, Universidade Federal de Pelotas

Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais

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Publicado

2015-10-02

Como Citar

dos Anjos, F. S., & Caldas, N. V. (2015). Ser ou não ser agricultor? Eis a questão. Representações sociais sobre a profissão de agricultor entre jovens de comunidade rural do Sul do Brasil. Revista De Extensão E Estudos Rurais, 4(1). https://doi.org/10.36363/rever412015%p