As políticas de salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil de 1807 a 1891

  • Bianca de Souza Saldanha Universidade de Fortaleza - Unifor
Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Brasil Império, Monarquia Absolutista, Monarquia Constitucional, Brasil República, Artes

Resumo

O presente artigo analisa a construção da teia cultural, no tocante às ações protecionistas ao patrimônio cultural, que se perfez desde o Brasil Império até a República (Constituição Federal de 1891). Nesse cenário, dá-se a seguinte indagação: as demandas políticas, abrangendo as transições entre formas de governo (Monarquia Absolutista, Monarquia Constitucionalista e República) do Brasil, conduziram a gestão dos patrimônios culturais? Em caso positivo, como se deu tal influência? A justificativa para essa pesquisa decorre da necessidade de se desenvolverem estudos sobre como se deu a política de salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil durante todo o Império e após a proclamação da República, por tratar de tema de clara escassez exploratória e diante da sua concepção como tema que goza de extrema importância para a memória coletiva, por desembocar na dinâmica cultural que se tem na atualidade. Quanto aos aspectos metodológicos, desenvolve-se o estudo descritivo-analítico, bibliográfico, puro e qualitativo.

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Biografia do Autor

Bianca de Souza Saldanha, Universidade de Fortaleza - Unifor
Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza – Unifor. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais – Unifor. Assessora da Vice-Reitoria de Ensino de Graduação da Unifor.

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Publicado
2020-05-21
Como Citar
SALDANHA, B. DE S. As políticas de salvaguarda do patrimônio cultural no Brasil de 1807 a 1891. Revista de Direito, v. 12, n. 01, p. 01-20, 21 maio 2020.
Seção
Artigos de fluxo contínuo