Procedimentos didáticos de invenção

a potência dos signos das artes

Palavras-chave: Invenção. Signo. Transcriação. Procedimento.

Resumo

O artigo traça um paralelo entre a postura investigativa do pensamento lógico-cartesiano e o pensamento da filosofia da diferença. Frente ao conhecimento, defende o pensamento da diferença como aquele que é capaz de criar novidades em educação, especialmente quanto ao currículo e à didática tradutórios. Embora não contenha uma fórmula para o pensamento inventivo, privilegia o lado informe da educação, que desestabiliza a visão, explora o seu plano virtual, pensa o que ainda não foi pensado. Vale-se dos procedimentos metodológicos movimentados pelos pesquisadores do Projeto Escrileituras: um modo de ler-escrever em meio à vida, contestando qualquer improviso quanto à criação. Apresenta e discute resultados obtidos pela pesquisa de estágio pós-doutoral: Procedimentos didático-tradutórios sob o signo da invenção que sinaliza a importância das experimentações com os signos das artes; para o exercício de uma escrita autoral, criadora de novidades no campo do currículo e da didática.

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Biografia do Autor

Karen Elisabete Rosa Nodari, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Doutora em Educação pela UFRGS e Pós-doutora na área Teoria geral do planejamento e desenvolvimento do currículo junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGEDU/UFRGS. 
Sandra Mara Corazza, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Educação, Departamento de Ensino e Currículo, Programa de Pós-Graduação em Educação. 

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Publicado
2019-11-21
Como Citar
Nodari, K. E. R., & Corazza, S. M. (2019). Procedimentos didáticos de invenção: a potência dos signos das artes. Educação Em Perspectiva, 10, e019016. https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v10i0.7138