Formação do professor de química no Brasil

a lógica curricular

Palavras-chave: Currículo. Formação do professor. Licenciatura em química.

Resumo

O trabalho tem como objetivo refletir sobre a lógica curricular dos projetos pedagógicos de alguns cursos de licenciaturas em química de instituições federais de ensino do Brasil. Metodologicamente trabalha numa perspectiva da hermenêutica crítica. Foi feita a análise de quatro projetos pedagógicos de cursos de licenciatura em química com fundamentos na crítica de Kliebard ao pensamento de Tyler. Do estudo em questão fica a compreensão de que os futuros professores pouco participaram dos processos decisórios quanto a elaboração do currículo; professores que poderão ter dificuldades na construção de suas identidades profissionais, uma vez que não fica muito claro em todos os projetos os perfis dos bacharéis e dos licenciados; possivelmente estes professores terão dificuldades em articular o conhecimento químico com o fazer pedagógico, já que prevalece um numero maior de disciplinas dos conhecimentos químicos em detrimento de disciplinas que tratam do ensino da química.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ireuda da Costa Mourão, Universidade de Brasília

Professora Doutora do Departamento de Métodos e Técncias da Faculdade de Educação, da Universidade de Brasília. Coordenadora do curso de Pedagogia e professora de Didática. Vice-líder do grupo de pesquisa GEPPESP. Estuda sobre Didática e Formação de Professores.

 

Evandro Ghedin, Universidade Federal do Amazonas

Professor Pesquisador da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Professor Permanente do PPGECEM da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática e Professor Titular-Livre da Universidade Federal do Amazonas. 

Referências

APPLE, M. Podem as pedagogias críticas sustar as políticas de direita? Cadernos de Pesquisa, n. 116, p. 107-142, julho/ 2002.

BRASIL. Lei n.º 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. Brasília, 1996.

__________. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CES n.º 1.303. Brasília, 2001.

__________. Resolução n.º 01/2002-CP/CNE, de 18/2/2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, 2002.

__________. Resolução n.º 02/2002-CP/CNE, de 19/2/2002, que institui a duração e a carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior. Brasília, 2002.

__________. Resolução n.º 08/2002-CP/CNE, de 11/3/2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Química. Brasília, 2002.


GIL-PÉREZ, D; CARVALHO, A. M. P de. Formação de Professores de Ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, 2006.

GONÇALVES, P. F; MARQUES, A. C; DELIZOICOV, D. “O desenvolvimento profissional dos formadores de Química: contribuições epistemológicas”. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, vol. 7, n.º 03, 2000.

GOODSON, I. Currículo: teoria e história. Trad.: Attílio Brunetta. Petrópolis-RJ: Vozes, 1995.

__________. As políticas de currículo e de escolarização. Abordagens históricas. Petrópolis-RJ: Vozes, 2006.

__________. “Currículo, narrativa e o futuro social”. In: Revista Brasileira de Educação, vol.12, n.º 35, maio/ago., 2007.

KLIEBARD, H. M. “Burocracia e Teoria do Currículo”. In: Currículo sem Fronteiras, vol. 11, n.º 2, p. 5-22, jul./dez., 2011A.

__________. “Os Princípios de Tyler”. In: Currículo sem Fronteiras, vol.11, n.º 2, p. 23-35, jul./dez., 2011B.

MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de química – professor/pesquisadores. Ijuí-SC: Unijuí, 2006.

PINAR, W. A política de raça e gênero da reforma curricular contemporânea nos Estados Unidos. Currículo sem Fronteiras, v.6, n.2, pp.126-139, Jul/Dez 2006.

MORIN, E. O método 3: O conhecimento do conhecimento. Trad.: Juremir Machado da Silva. 4.ª ed. Porto Alegre: Editora Sulina, 2008.
ROSA, M. I. P. Investigação e ensino: articulações e possibilidades na formação de professores de ciências. Ijuí-SC: Unijuí, 2004.

SANTOS, B. de S. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1989.

SAVIANI, Dermeval. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Rev. Bras. Educ., Abr 2009, vol.14, no.40, p.143-155.

TERIGI, F. “Notas para uma genealogia do curriculum escolar”. In: Educação e Realidade, Porto Alegre, 21 (1), jan./jun., 1996, p. 159-186.

UFAM. Universidade Federal do Amazonas. Reestruturação do Curso de Licenciatura em Química. Projeto Pedagógico. Manaus: Ufam, 2011.

UFMS. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Resolução nº 36, de 6 de dezembro de 2013, que aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura. Campo Grande: UFMS, 2013.

UFPB. Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, da Universidade Federal da Paraíba. Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Química, Bacharelado e Licenciatura, do Centro de Ciências Exatas e da Natureza, Campus I, desta Universidade, e revoga as Resoluções n.º 40/90, 26/94 e 04/98, do Consepe. Resolução n.º 11/2006.

UFSC. Universidade Federal de Santa Catarina. Projeto pedagógico do Curso de Licenciatura em Química. Florianópolis: UFSC, 2008.
Publicado
2019-12-20
Como Citar
Mourão, I. da C., & Ghedin, E. (2019). Formação do professor de química no Brasil: a lógica curricular. Educação Em Perspectiva, 10, e019024. https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v10i0.7155