Espacializando os lugares educativos

resistências no cotidiano da educação infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v11i.8064

Palavras-chave:

Educação infantil, Espaços, Lugares

Resumo

Esse artigo aborda uma reflexão acerca das apropriações que as crianças fazem das instituições da educação infantil. Tendo por referencial teórico Michel de Certeau, abordamos as marcas das práticas infantis como elementos que evidenciam os movimentos de resistência sobre o ordenamento dos lugares no cotidiano das crianças. Partindo de um estudo de caso envolvendo três instituições dos três maiores municípios de Santa Catarina, as questões aqui apresentadas constituem um recorte de alguns elementos dessa pesquisa coletados por meio de registro fotográfico e analisadas a partir dos conceitos de espaço e lugar de Certeau.

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Biografia do Autor

Leonardo Longen Neves, Universidade da Região de Joinville

Graduado em Artes Visuais e Mestre em Educação, ambos pela Universidade da Região de Joinville. Participa do grupo de pesquisa em Políticas Públicas e Práticas Educativas para a Educação e Infância (GPEI). Professor titular da Prefeitura Municipal de São Francisco do Sul e da Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina. 

Rosânia Campos, Universidade da Região de Joinville

Pós-doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. É Professora da Universidade da Região de Joinville e Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Políticas e Práticas para Educação e Infância (GPEI). 

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Publicado

2020-06-02

Como Citar

Neves, L. L., & Campos, R. (2020). Espacializando os lugares educativos: resistências no cotidiano da educação infantil. Educação Em Perspectiva, 11(.), e020003. https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v11i.8064