Crianças encarnadas

pluralidades e adversidades não incorporadas à BNCC

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22294/eduperppgeufv.v11i..9768

Palavras-chave:

Crianças Encarnadas. BNCC. Educação Infantil.

Resumo

O artigo aborda a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). O foco das análises priorizou as orientações para Educação Infantil. As discussões sobre a BNCC e seus contrassensos se apoiaram nas proposições de Cury, Reis e Zanardi (2018), um currículo nacional, num país plural e desigual, acirra as preocupações, em especial no que tange à incorporação das singularidades infantis e o respeito às diferenças. Crianças encarnadas apresentam desafios para propostas que têm como referência a perspectiva de criança legal, essencializada nos textos legais. Diante desta relação criança legal x criança encarnada, o texto assumiu como objetivo pensar, a partir da análise documental em que medida a proposta da BNCC dialoga com as diversidades e adversidades infantis em sua pluralidade e desigualdade. Identificou que objetivos rígidos e nacionais favorecem o enquadramento das diferenças infantis, quando não sua exclusão.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Adriana do Carmo Corrêa Gonçalves, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 

Vânia Carvalho de Araújo, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora Titular da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Doutorado e Pós-doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP).  Coordenadora do Grupo de Pesquisa Infância, Educação, Sociedade e Cultura - IESC - www.iesc.pro.br (Diretório CNPq).

Referências

ARAÚJO, Vânia Carvalho de. A impermeabilidade das “políticas” destinadas às crianças: por uma necessária ressemantização do direito. Educação, Porto Alegre, v. 40, n. 3, p. 405-412, set-dez. 2017.
ARIÈS, Phillip. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
ARROYO, Miguel G. Currículo, território em disputa. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
ARROYO, Miguel. Corpo–Infâncias precarizados. In: ARROYO, Miguel G.; SILVA, Maurício R. Corpo infância: exercícios tensos de ser criança; por outra pedagogia dos corpos. Petrópolis: Vozes, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base nacional comum curricular. Brasília, DF, 2018. Disponível em: < http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio>. Acesso em: março de 2018. BRASIL.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União. Brasília, 5 de outubro de 1988.
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº. 8.069/90. Brasília: Presidência de República, 1990.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União. Brasília, 23 de dezembro de 1996.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a Educação Infantil. Resolução n. 2, de 7/4/1999. Brasília: MEC, 2009.
BUARQUE, Cristovam. Os nomes das crianças. O Globo. Rio de Janeiro, 29 de maio de 2000. [Também disponível no site Educação Pública: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0121.html. Acesso em 26/5/2018.].
CANEN, Ana. O multiculturalismo e seus dilemas: implicações na educação: Comunicação & Política, v. 25, n. 2, mai.-ago., 2007.
CANEN, Ana e BARBOSA, Antônio Flávio, M. Ênfases e omissões no currículo. Campinas: Papirus, 2001.
CURY, Carlos Roberto J.; REIS, Magali; ZANARDI, Teodoro Adriano C. Base Nacional Comum Curricular: dilemas e perspectivas. São Paulo: Editora Cortez, 2018.
KRAMER, Sônia (org.). Profissionais de Educação Infantil: gestão e formação. São Paulo: Ática, 2005. (Educação em Ação).
LIMA, Samantha dias de, NASCIMENTO, Renata, C. L. C. B, RIBEIRO, Ana Sebastiana, M. As marcas das relações culturais entre crianças e adultos: um diálogo com a sociologia da infância. Educ. Perspect. Viçosa, MG v. 10| p.1-12 e – 019012 | 2019 | ISSN 2 178 – 8359.
NAJMANOVICH, Denise. O sujeito encarnado; questões para pesquisa no/do cotidiano. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. (Coleção Metodologia e pesquisa do cotidiano).
TELLES, Vera. Direitos sociais: afinado do que se trata? Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999.

Publicado

2020-12-28

Como Citar

GONÇALVES, A. do C. C. .; ARAÚJO, V. C. de . Crianças encarnadas: pluralidades e adversidades não incorporadas à BNCC. Educação em Perspectiva, Viçosa, MG, v. 11, n. 00, p. e020044, 2020. DOI: 10.22294/eduperppgeufv.v11i.9768. Disponível em: https://periodicos.ufv.br/educacaoemperspectiva/article/view/9768. Acesso em: 6 mar. 2021.