URINA DE VACA COMO ATENUADOR DA SALINIDADE NO CRESCIMENTO E BIOMASSA EM PLANTAS DE BERINJELA

  • Danila Lima de Araújo Universidade Federal da Paraíba
  • Roseane Rodrigues Oliveira Universidade Estadual da Paraíba
  • Antônio Gustavo de Luna Souto Universidade Federal da Paraíba
  • Lourival Ferreira Cavalcante Universidade Federal da Paraíba
  • José Sebastião Melo Filho Universidade Federal da Paraíba
Palavras-chave: estresse salino, insumo orgânico, Solanum melongena L.

Resumo

A salinização de áreas agrícolas, em função do teor salino das águas de irrigação, é um dos fatores que mais limita o crescimento e a produção das plantas em regiões semiáridas. Uma das formas para atenuar a ação degenerativa dos sais às plantas pode ser a aplicação de insumos de origem mineral e/ou orgânica no substrato. Entre elas, a urina de vaca revela-se como alternativa ao uso de águas restritivas pela salinidade à agricultura. Objetivou-se avaliar os efeitos da urina de vaca no crescimento biométrico e na produção de biomassa em berinjela irrigada com águas de salinidade crescente. O experimento foi desenvolvido em delineamento de blocos casualizados, no arranjo fatorial 5 × 2, relativo aos valores de condutividade elétrica da água de irrigação de 0,7, 2,7, 4,7, 6,7 e 8,7 dS m-1 no substrato com e sem urina de vaca. As variáveis analisadas foram altura de planta, diâmetro caulinar, número de folhas, área foliar, comprimento radicular e massa seca das folhas, raízes e total. A urina de vaca proporcionou incremento de 22,1% na massa seca das folhas em comparação ao tratamento sem o insumo, mas não elimina os danos causados pelos sais à cultura. A irrigação das plantas com águas de condutividade elétrica variando até 2,2 dS m-1 pode ser utilizada para berinjela, sem comprometer o crescimento e o acúmulo de biomassa pelas plantas.

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Biografia do Autor

Danila Lima de Araújo, Universidade Federal da Paraíba
Possui graduação em Licenciatura em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual da Paraíba (2009); Mestrado em Eng. Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande (2012); Especialização em Geoambiência e Recursos Hídricos do Semiárido pela Universidade estadual da Paraiba (2014) atualmente cursando pós graduação a nível de doutorado na Universidade Federal da Paraiba; com área de atuação em manejo de culturas
Roseane Rodrigues Oliveira, Universidade Estadual da Paraíba
Possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual da Paraíba (2016), Técnico em Agropecuária na Escola Agrotecnica do Cajueiro ( 2016).
Antônio Gustavo de Luna Souto, Universidade Federal da Paraíba
ngenheiro Agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba (2011). Mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal da Paraíba (2014). Doutor em Fitotecnia, área de concentração - (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa (2018). Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq/INCTSal entre o período de três anos (2009-2011). Atualmente (2018) é bolsista de Pós-Doutorado Júnior/CNPq com vínculo à Universidade Federal da Paraíba, atuando na orientação de conclusão de curso, dissertações e teses, desenvolvimento de pesquisas científicas, auxiliando e ministrando disciplina no Programa de Pós-Graduação em Agronomia/UFPB. Atua principalmente nas áreas de Fruticultura, Salinidade da água e do solo, Estresse Salino em Plantas, Manejo de água no solo, Nutrição de Fruteiras, Agrometeorologia de Fruteiras.
Lourival Ferreira Cavalcante, Universidade Federal da Paraíba
Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1975), mestrado em Ciências (Energia Nuclear na Agricultura) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade de São Paulo (1985). Atualmente é parceria como membro de projeto de pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba e professor permanente do ppga/cca/ufpb da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo e Conservação do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: irrigação, salinidade, passiflora edulis, insumos naturais e salinidade da água.
José Sebastião Melo Filho, Universidade Federal da Paraíba
Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias pela UEPB (2011), Mestrado em Sistemas Agroindustriais na UFCG (2014) e Doutorando em Agronomia pela UFPB (2018). Atua na área de Nutrição Mineral de Plantas, fisiologia do estresse salino, fisiologia pós-colheita de plantas olerícolas, fertilidade do solo e tecnologia de alimentos.
Publicado
2019-08-28
Como Citar
Araújo, D. L. de, Oliveira, R. R., Souto, A. G. de L., Cavalcante, L. F., & Melo Filho, J. S. (2019). URINA DE VACA COMO ATENUADOR DA SALINIDADE NO CRESCIMENTO E BIOMASSA EM PLANTAS DE BERINJELA. REVISTA ENGENHARIA NA AGRICULTURA - REVENG, 27(5), 452-461. https://doi.org/10.13083/reveng.v27i5.944
Seção
Recursos Hídricos e Ambientais