Experiências inventivas na formação em saúde: um debate sobre políticas cognitivas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v12i01.11271

Palavras-chave:

Formação em saúde, Políticas cognitivas, Tecnologias

Resumo

A política cognitiva gera espaços de agenciamentos que engendram modos de ensinar e de produzir conhecimento. Este artigo objetiva descrever experiências de ensino produzidas por docentes da área da saúde, mediadas por distintas tecnologias, que possibilitaram a experimentação de uma aprendizagem inventiva, conformando uma política cognitiva que direciona o professor para diferentes modos de ensinar e de se relacionar, seja com seus pares, com os estudantes ou com a tecnologia, contribuindo para a transformação dos regimes cognitivos. Este é um estudo de caso apoiado no método cartográfico. Percebe-se que, quando os professores produzem práticas pedagógicas não lineares e problematizadoras, estabelecem contradições com o instituído, possibilitando o estabelecimento de controvérsias, de articulações e novas associações entre alunos, professores e tecnologias muito mais potentes para a formação de profissionais da saúde com perfil humanista, crítico, inventivo e colaborativo.

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Biografia do Autor

Suiane Costa Ferreira, Universidade do Estado da Bahia

Doutorado em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Atualmente é docente do curso de graduação em Enfermagem da UNEB. Professora Orientadora da Liga Acadêmica de Emergências e Primeiros Socorros (LAEPS) e Coordenadora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Comunidades Virtuais/UNEB.

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Publicado

2023-12-04

Como Citar

FERREIRA, S. C. Experiências inventivas na formação em saúde: um debate sobre políticas cognitivas . Educação em Perspectiva, Viçosa, MG, v. 12, p. e021019, 2023. DOI: 10.22294/eduper/ppge/ufv.v12i01.11271. Disponível em: https://periodicos.ufv.br/educacaoemperspectiva/article/view/11271. Acesso em: 22 fev. 2024.