Intertextualidade em Freire: Pedagogia da Esperança ao encontro da Pedagogia do Oprimido, continuidades e pensamento novo

Palavras-chave: Freire. Intertextualidade. Pedagogia.

Resumo

Entendendo que, como experiência humana, a existência de Freire consiste no entretecer de uma diversidade de textos, não podemos reduzir esses textos a meros eventos biográficos. Ocorrendo em contexto, os textos de Freire dialogam com textos de outros e com os seus textos, aos quais se reportam das mais diversas formas, inclusivamente a partir de críticas que lhe foram feitas, sendo geradores de novos significados. Não sendo intertextualidade um conceito utilizado por Freire, parece-nos uma lente adequada para referir os diferentes textos e intertextos que emergem na relação entre a Pedagogia da esperança e a Pedagogia do oprimido, o que permite aprofundar a incorporação da experiência-na-obra e da obra-na-experiência, numa perspectiva ontológica. São estas dimensões de intertextualidade que exploramos nesta aproximação à obra de Freire, num eixo de continuidades e pensamento novo entre estas duas Pedagogias.

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Biografia do Autor

Eunice Macedo, Universidade do Porto, Portugal

Professora Auxiliar na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas FPCEUP.

Alexandra Carvalho, Universidade do Porto

Formação em Serviço Social, trabalhou na área da imigração e direitos humanos. Instituto Paulo Freire de Portugal. CIIE-FPCEUP.

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Publicado
2018-12-30
Como Citar
Macedo, E., & Carvalho, A. (2018). Intertextualidade em Freire: Pedagogia da Esperança ao encontro da Pedagogia do Oprimido, continuidades e pensamento novo. Educação Em Perspectiva, 9(3), 564-575. https://doi.org/10.22294/eduper/ppge/ufv.v9i3.1110
Seção
Dossiê