Projeto de vida das famílias assentadas pela reforma agrária no Brasil: o caso do assentamento Margarida Alves, MG

Mariângela de Faria, Neide Maria Almeida Pinto, Ana Louise Carvalho Fiúza

Resumo


Buscou-se compreender o lugar que o Assentamento Margarida Alves em Bambuí-MG ocupava nos projetos de vida das famílias assentadas, analisando suas trajetórias e perspectivas em relação à terra conquistada. Evidenciou-se que o perfil das famílias agregava realidades rurais e urbanas provenientes de Bambuí e de outras localidades. Para as famílias oriundas de Bambuí (mais da metade das famílias), o acesso ao lote possibilitou a elas continuarem trabalhando nas atividades que já desenvolviam, ligadas ao rural. Para aquelas vindas de outras localidades esse acesso também não significou rompimento com suas atividades costumeiras. De fato, a realidade dos assentados pouco diferia da do pequeno agricultor bambuiense: possuir um pedaço de terra no assentamento e manter residência na cidade ou ter outra profissão na área urbana compreendia o cotidiano de muitos. Finalmente, a condição de fim ou de meio do assentamento não era fator restritivo às possibilidades de reprodução social dos assentados.


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