A CARACTERIZAÇÃO E USO DE GONGOCOMPOSTO PROVENIENTE DE RESÍDUOS DE PODA ARBÓREA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE RÚCULA

Autores

  • Nathalia Oliveira Cruz Bugni Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Luiz Fernando de Sousa Antunes Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro http://orcid.org/0000-0001-8315-4213
  • José Guilherme Marinho Guerra Embrapa Agrobiologia
  • Maria Elizabeth Fernandes Correia Embrapa Agrobiologia

DOI:

https://doi.org/10.21206/rbas.v11i1.12072

Palavras-chave:

Diplópodes, gongocompostagem, substrato orgânico, olericultura

Resumo

Os resíduos vegetais oriundos das podas arbóreas dos grandes centros urbanos nem sempre têm uma destinação adequada. Reaproveitar estes resíduos destinando-os à compostagem é uma alternativa viável. Este trabalho objetivou avaliar a eficiência dos substratos orgânicos obtidos pela gongocompostagem mediada pelo diplópode Trigoniulus corallinus, na produção de mudas de rúcula. Os resíduos empregados na gongocompostagem foram os galhos finos e folhas de quatro espécies arbóreas: Terminalia catappa (Amendoeira), Licania tomentosa (Oiti), Senna siamea (Cassia), Albízia lebbeck (Albízia), gongocompostados por 120 dias. Os substratos gerados foram caracterizados quanto às suas propriedades físicas, físico[1]químicas e químicas. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições e cinco tratamentos, constituídos por mudas de rúcula desenvolvidas cinco substratos. Aos 24 dias após a semeadura avaliou-se a massa fresca e seca da parte aérea, massa fresca e seca de raízes, volume de raízes, o vigor da muda e estabilidade do torrão. A condutividade elétrica e as propriedades físicas dos gongocompostos revelou que as características se encontravam dentro de níveis adequados ao emprego como substratos. Quanto às propriedades químicas, os níveis de fósforo nos gongocompostos proporcionaram a obtenção de mudas de rúcula com massas fresca e seca de parte aérea e raízes inferiores ao substrato à base de vermicomposto, tido como controle. As propriedades físicas dos gongocompostos refletiram na produção de mudas com melhor estabilidade do torrão. É possível produzir gongocompostos a partir de resíduos de poda arbórea, no entanto sugere-se inserir outros tipos de poda arbórea de modo a obter substratos mais ricos em teores de fósforo e magnésio ou ainda verificar qual a proporção adequada de farinha de ossos a ser adicionada nos gongocompostos obtidos neste estudo.

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Biografia do Autor

Nathalia Oliveira Cruz Bugni, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Mestra em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ, Seropédica (RJ), Brasil.

Luiz Fernando de Sousa Antunes, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Atualmente é Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia pela UFRRJ, desenvolvendo projetos de pesquisas voltados à Agroecologia. Sua principal linha de pesquisa é a Gongocompostagem (compostagem potencializada pela atividade de gongolos) com a utilização de resíduos agrícolas e urbanos, destinando o húmus de gongolo (gongocomposto) na produção de mudas de hortaliças e fruteiras, além da busca de novos substratos orgânicos combinados com o gongocomposto. Mestre em Agronomia - Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2017), é graduado em Engenharia Agronômica pela mesma Universidade (2015) e também possui graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Módulo (2009). Foi bolsista de iniciação científica por dois anos na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Agrobiologia, envolvido em pesquisas com triagem e monitoramento da fauna do solo, caracterização de substratos para plantas, compostagem de resíduos orgânicos e produção de mudas de hortaliças em bandejas com utilização de substratos orgânicos gerados pela atividade de diplópodes.

 

José Guilherme Marinho Guerra, Embrapa Agrobiologia

Doutor em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Pesquisador da Embrapa Agrobiologia, Seropédica (RJ), Brasil.

Maria Elizabeth Fernandes Correia, Embrapa Agrobiologia

Doutora em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, Seropédica (RJ), Brasil.

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Publicado

2021-05-30

Como Citar

Oliveira Cruz Bugni, N., de Sousa Antunes, L. F., Marinho Guerra, J. G. ., & Fernandes Correia, M. E. (2021). A CARACTERIZAÇÃO E USO DE GONGOCOMPOSTO PROVENIENTE DE RESÍDUOS DE PODA ARBÓREA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE RÚCULA. Revista Brasileira De Agropecuária Sustentável, 11(1), 151-160. https://doi.org/10.21206/rbas.v11i1.12072

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