NOTA TÉCNICA: AS MICROALGAS COMO ALTERNATIVA À PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

  • rafael araujo lira
  • Marcio Arêdes Martins
  • Mariana Fonseca Machado
  • Lucas de Paula Corrêdo
  • Antonio Teixeira de Matos
Palavras-chave: bicombustíveis, cultivo de microalgas, biomassa, biodiesel.

Resumo

As microalgas podem ser usadas para capturar e aproveitar o CO2 emitido por usinas termoelétricas ou por outras fontes. A mitigação das emissões dos gases do efeito estufa (GEE) resulta da conversão da biomassa colhida das microalgas em biocombustíveis renováveis, tais como o biodiesel, bioetanol, biogás e outros produtos de substituição dos combustíveis fósseis. As microalgas são usualmente cultivadas em grandes tanques com agitação promovida por pás rotativas ou em equipamentos tecnicamente projetados, os fotobiorreatores. Seu crescimento ocorre em suspensão na água quando são fornecidos todos os nutrientes necessários e, numa velocidade maior, quando há o fornecimento adequado de CO2. Comparadas a outras opções biológicas para a captura e a utilização do CO2, as culturas de microalgas têm como principais vantagens: potencial para alta produtividade, habilidade para capturar nutrientes das águas residuárias, das fontes de água salgada, alem de ter elevada eficiência no uso da água. As microalgas são uma atrativa alternativa às oleaginosas como soja, e palmáceas. Isso por causa da sua elevada densidade de lipídios, convertendo em maior produtividade de óleo por hectare. As microalgas podem ser cultivadas em uma instalação industrial, requerendo área muito menor, não exigindo fertilidade de solo. Diante do exposto, esta revisão tem por objetivo apresentar algumas atualizações sobre o potencial do cultivo de microalgas para a produção dos biocombustíveis.

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Publicado
2012-11-06
Como Citar
lira, rafael araujo, Martins, M. A., Machado, M. F., Corrêdo, L. de P., & de Matos, A. T. (2012). NOTA TÉCNICA: AS MICROALGAS COMO ALTERNATIVA À PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS. REVISTA ENGENHARIA NA AGRICULTURA - REVENG, 20(5), 389-403. https://doi.org/10.13083/reveng.v20i5.323
Seção
Energia na Agricultura