A opinião de intérpretes educacionais de Libras sobre a realidade da inclusão escolar e o que apontam como possíveis soluções para o ensino de Ciências da Natureza

  • Jomara Mendes Fernandes Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Ivoni Freitas-Reis Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

Os profissionais Tradutores Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa possuem competências que os permitem transitar entre duas culturas distintas: a ouvinte e a surda. Quando comprometidos com sua função, podem muito contribuir quanto ao entendimento dos aspectos que facilitam a aprendizagem do discente surdo. Por meio de um questionário respondido por 25 profissionais, foi possível conhecer o que apontam sobre a realidade da inclusão que vivenciam nos ambientes de ensino e o que indicam como possíveis soluções para atenuar essas barreiras, especialmente no ensino das Ciências da Natureza. Conclui-se que a inclusão observada nas salas de aula ainda demonstram falhas e que pensar a metodologia de ensino e avaliação condizentes com as potencialidades visuais do aprendiz surdo, em um trabalho conjunto entre professor e intérprete, emerge como uma promissora possibilidade de sucesso.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jomara Mendes Fernandes, Universidade Federal de Juiz de Fora
Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Química da Universidade Federal de Juiz de Fora
Ivoni Freitas-Reis, Universidade Federal de Juiz de Fora
Professora e pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Federal de Juiz de Fora

Referências

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BELÉM, L. J. M. A atuação do intérprete educacional de língua brasileira de sinais no ensino médio. Dissertação, UNIMEP, Piracicaba, São Paulo, 2010.

BRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 1988.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 16 de jul. 1990.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Resolução 02/2001. MEC/ SEESP, Brasília, 2001.

BRASIL. Lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e dá outras providências.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras.

BRASIL. Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010. Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

CICCONE, M. Comunicação total: introdução, estratégia, a pessoa surda. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1990.

CRUZ, R. M. H. Conflitos Éticos na Atuação do Tradutor Intérprete de Libras. Revista Virtual de Cultura Surda, Editora Arara Azul, n. 17, 2016.

FERNANDES, J. M.; FREITAS-REIS, I. Estratégia Didática Inclusiva a Alunos Surdos para o Ensino dos Conceitos de Balanceamento de Equações Químicas e de Estequiometria para o Ensino Médio. Química Nova na Escola, v. 39, n. 2, p. 186-194, 2017.

FERREIRA, O. M. C.; SILVA JÚNIOR, P. D. Recursos Audiovisuais para o Ensino. São Paulo: EPU, 1975.

FERREIRA, G. E. O perfil pedagógico do intérprete de língua de sinais no contexto educacional. Dissertação, Universidade Presidente Antônio Carlos - Unipac, Bom Despacho, Minas Gerais, 2002.

FERREIRA, W. M.; NASCIMENTO, S. P. F.; PITANGA, A. F. Dez Anos da Lei da Libras: Um Conspecto dos Estudos Publicados nos Últimos 10 Anos nos Anais das Reuniões da Sociedade Brasileira de Química. Química Nova na Escola, v. 36, n. 3, p.185-193, 2014.

LACERDA, C. B. F. de. Intérprete de Libras: em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação/FAPESP, 2009.

LACERDA, C. B. F. de; GURGEL, T. M. do A. Perfil de tradutores-intérpretes de Libras (TILS) que atuam no ensino superior no Brasil. Revista brasileira de educação especial, v.17, n.3, 2011.

LACERDA, C. B. F. de; SANTOS, L. F dos; CAETANO, J. F. Estratégias metodológicas para o ensino de alunos surdos. In LACERDA. C. B. F. de; SANTOS, L. F. (org). Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos. São Carlos: EDUFSCar, 2013.

LIPPE, E. M. O.; CAMARGO, E. P. Educação Especial nas Atas Do Enpec e em Revistas Brasileiras e Espanholas Relevantes na Área: Delineando Tendências e Apontando Demandas de Investigação em Ciências. Atas do VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Ensino de Ciências, Florianópolis, Santa Catarina, 2009.

MARTINS, V. R. O. Posição-mestre: desdobramentos foucaultianos sobre a relação de ensino do intérprete de língua de sinais educacional. Tese. Unicamp, Campinas, 2013.

MELO, A. V. Children of Deaf Adults: CoDAs em Sergipe. Interfaces Científicas – Educação, Aracaju, v. 3, n. 3, p. 85-91, 2015.

MONTEIRO, M. S. História dos Movimentos dos Surdos e o Reconhecimento da Libras no Brasil. Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.292-302, 2006.

PAGURA, R. J. Tradução e Interpretação. In: AMORIM, L. M.; RODRIGUES, C. C.; STUPIELLO, E. N. A. (Orgs). Tradução: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora Unesp, p. 184-207, 2015.

QUADROS, R. M de. O ‘bi’ em bilinguismo na educação de surdos. In: Surdez e bilinguismo. Porto Alegre: Mediação, 2005.

RODRIGUES, C. H. A interpretação para a Língua de Sinais Brasileira: efeitos de modalidade e processos inferenciais. Tese, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013.

ROSA, A. da S. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete. Dissertação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

SILVA, C. A. de A. Igreja Católica e Surdez: território, associação e representação política. Revista Eletrônica Religião e Sociedade, v.32, n.1, Rio de Janeiro, 2012.

SILVA, L. D. S.; SANTOS, I. M. dos; DIAS, V. B.; SIQUEIRA, M.; MASSENA, E. P.; FRANÇA, S. S.; SANTOS, A. S.; MELO, J. S.; COSTA, M. R.; COTIAS, V. L. Tendências das pesquisas em Educação Especial no Ensino de Ciências: o que o ENPEC e os periódicos nos indicam? Atas do IX Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Águas de Lindóia, São Paulo, 2013.

SILVA, R. A.; O Tradutor-Intérprete de Libras na Educação: Inserção Precipitada e a Invisibilidade nas Competências e a Formação Fragilizada. Revista Virtual De Cultura Surda, Arara Azul, n. 23, 2018.

SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

SOARES, M. A Educação do Surdo no Brasil. São Paulo: EDUSF, 1999.

STROBEL, L. K. A visão histórica da in(ex)clusão dos surdos nas escolas. Educação Temática Digital, v. 7, n. 2, p. 243- 252, 2006.

TUXI, P. A atuação do intérprete educacional no ensino fundamental. Dissertação. Faculdade de Educação. Brasília: Universidade de Brasília, 2009.

UNESCO. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Salamanca, 1994.

VILHALVA, S. Despertar do silêncio. Petrópolis: Arara Azul, 2004.

XAVIER, S. K. S. O lugar do intérprete educacional nos processos de escolarização do aluno surdo. Dissertação, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2012.

ZARA, R. A.; PINHO, G. C. de. A mediação português-língua de sinais de conceitos científicos em sala de aula. Anais do XI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Florianópolis, Santa Catarina, 2017.

Publicado
2019-10-07
Como Citar
Fernandes, J. M., & Freitas-Reis, I. (2019). A opinião de intérpretes educacionais de Libras sobre a realidade da inclusão escolar e o que apontam como possíveis soluções para o ensino de Ciências da Natureza. Revista De Ciências Humanas, 18(2). Recuperado de https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/8617