Edições anteriores

  • Português para Estrangeiros: Ensino, Pesquisa e Extensão
    n. 1 (2018)

    É com alegria que apresentamos o novo número da Revista de Ciências Humanas da Universidade Federal de Viçosa (UFV), contemplando o I Encontro Mineiro de Ensino e pesquisa em Português como Língua Estrangeira/Língua adicional (EMEPPLE/PLA), promovido pela Associação Mineira de Professores dos Português para Estrangeiros (AMPPLIE) e realizado nesta universidade.

    Estão destacados neste número artigos que discutem o ensino, a pesquisa e a extensão em Português como Língua Estrangeira e como Língua Adicional. Agradecemos a colaboração dos participantes que contribuíram com seus trabalhos para a realização deste dossiê.

    Esperamos que esta seja a primeira de muitas publicações que faremos juntos!

    Boa leitura a todos.

  • Literaturas Hispânicas
    n. 2 (2017)

    Este número que apresentamos agora da Revista do Centro de Ciências Humanas do CCH da UFV, dedicado à literatura de língua espanhola, é o resultado de um convite feito pelo novo diretor do Centro, Odemir Vieira Baeta, que aceitamos de pronto e a quem endereçamos nosso primeiro obrigado. 

    De fato, sabemos da importância de poder contar com este espaço acadêmico que nos permite mostrar trabalhos cuidadosamente selecionados para compor o dossiê apresentado graças ao bom número de submissões recebidas, apesar do curto prazo estipulado. Por este motivo, o nosso segundo obrigado vai não somente para os autores dos trabalhos selecionados, mas também para todos os proponentes que muito nos honraram com o interesse demonstrado e o tempo dispensado ao atender ao chamado. 

    Como poderá ser constatado pelo sumário, os artigos que apresentamos abarcam um leque de interesses variados em torno à corpora heterogêneos e evidenciam origens institucionais prestigiosas como são a UBA, a UFMG, a UFRJ e a UFV. Da literatura infantil às relações da literatura com o futebol, passa-se por leituras de prestigiosos escritores como Juan José Saer e Roberto Bolaño, além de serem abordados assuntos amplos e fermentais como o sistema literário mexicano e o romance do ditador na América Latina.

    Com este número da Revista do CCH é também o Curso de Letras de nossa universidade, a UFV, que é prestigiado e, em particular, a Licenciatura de Português-Espanhol onde vimos desenvolvendo um trabalho que pretende estar à altura da história da literatura ibero-americana e dos autores e as tendências do nosso presente. Com efeito, acreditamos na possibilidade de ler a tradição sem obliterar as tendências, os interesses e as obras que um grande número de autores escreve e publica no diverso panorama editorial que caracteriza nosso presente, tanto na Espanha como na América Latina. 

    Nosso último obrigado vai para a equipe de edição e todos os que se envolveram na produção deste número. 

    Desejamos uma boa leitura e esperamos que o material oferecido possa contribuir em alguma medida com as pesquisas de todos ou mesmo motivar novas leituras e desejar novos livros, ou seja, novas experiências.

    Prof. Dr. Carlos Ferrer Plaza & Prof. Dr. Juan Pablo Chiappara (Editores) 

     

    El presente número de la Revista del Centro de Ciencias Humanas de la UFV, dedicado a la literatura de lengua española, es el resultado de una invitación del nuevo director del Centro, Odemir Vieira Baeta, que aceptamos con la mayor satisfacción, y es justo que sea a él a quien dirigimos nuestro primer agradecimiento. 

    De hecho, somos conscientes de la importancia de poder contar con este espacio académico que nos permite publicar los trabajos cuidadosamente seleccionados que conforman el presente número, gracias al buen número de textos recibidos, a pesar del corto plazo estipulado. Por este motivo, nuestro segundo agradecimiento se dirige a los autores de los trabajos seleccionados, y también a todos aquellos que enviaron sus propuestas, y que nos honraron con el interés demostrado y el tiempo dispensado en enviar sus textos. 

    Como puede constatarse en el sumario, los artículos que presentamos abarcan un amplio espectro de intereses en torno a las variadas obras analizadas, provenientes de instituciones de reconocido prestigio como la UBA, la UFMG, la UFRJ o la UFV. De la literatura infantil a las relaciones de la literatura con el fútbol, se pasa por las lecturas de prestigiosos escritores como Juan José Saer y Roberto Bolaño, además del abordaje de asuntos amplios y fecundos como el sistema literario mexicano o la novela del dictador en Hispanoamérica. Con este número de la revista del CCH se prestigia también al Curso de Letras de la UFV, y en particular a la Licenciatura de Portugués-Español, curso de graduación en el que venimos desarrollando un trabajo que pretende estar a la altura de la historia de la literatura iberoamericana, sus autores y las tendencias de nuestro presente. Consecuentemente, creemos firmemente que es posible leer la tradición sin olvidar las tendencias, los intereses y las obras que un gran número de autores escribe y publica en el diversificado panorama editorial que caracteriza a la época actual, tanto en España como en América Latina.

    Nuestro último agradecimiento está dirigido al equipo de edición y a todas las personas que colaboraron en la producción de este número de la revista.

    Deseamos una buena lectura y esperamos que los textos aquí presentados puedan, en alguna medida, aportar contribuciones valiosas para otras investigaciones o, en el mejor de los casos, motivar nuevas lecturas, o sea, nuevas experiencias. 

    Prof. Dr. Carlos Ferrer Plaza & Prof. Dr. Juan Pablo Chiappara (Editores)

  • Espaços deliberativos: experiências participativas e cidadãs
    n. 1 (2017)

    O dossiê Espaços deliberativos: experiências participativas e cidadãs nasce no âmbito das atividades desenvolvidas pelo Grupo “Espaços Deliberativos e Governança Pública” (GEGOP/CLACSO). Nossa intenção com este número especial é disseminar relatos, ensaios e artigos oriundos da realização de projetos de extensão ou de pesquisa que se dedicaram a explorar e entender as dinâmicas de espaços deliberativos ou participativos e suas implicações na governança pública.

    E, revestido destas ideias, trazemos a público um conjunto de discussões variadas que fomentam o debate, a participação, o empoderamento e a transposição dos processos vivenciados por diferentes indivíduos e seus grupos, em experiências nacionais e internacionais. Os doze textos que compõem o dossiê, bem como sua sequência de apresentação, são conduzidos por uma linha de raciocínio que nos permitiu agrupá-los em três blocos.

    O primeiro bloco reúne os textos direcionados aos espaços deliberativos e os desdobramentos de suas práticas em ambientes previstos e regulamentos por dispositivos legais. Nesse campo de estudos, o assunto mais debatido é, sem dúvidas, os conselhos de políticas públicas. Trazemos, nesse sentido, experiências a nível local – com destaque para os Conselhos Municipais do Idoso, da Saúde e do Turismo – e a nível nacional – com o caso do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Ainda há textos dedicados às práticas de Orçamento Participativo e das Ouvidorias Públicas.

    Adiante, identificamos as pesquisas que nos contam sobre os espaços aqui considerados como “intermediários”, isto é, aqueles que mesmo não sendo formalizados por uma legislação, constituem-se em prol do interesse coletivo e estabelecem, a partir de suas múltiplas interações, uma espécie de “ponte” entre a gestão pública e os espaços formais. Em virtude desta perspectiva, apresentamos textos sobre a política local de patrimônio histórico, e as experiências de uma comunidade urbana de maioria idosa, de movimentos sociais e coletivos estudantis.

    E, para finalizar, trazemos os textos que descrevem experiências que têm acontecido para além de nossas fronteiras. São os casos do Equador, no relato sobre a utilidade do direito de Revogação de Mandato para o controle social no país; e da Espanha, que traz para conhecimento uma iniciativa internacional denominada “Cidades Amigas da Infância”.

    Por fim, ensejamos que o conteúdo do dossiê possa despertar o interesse para investigações a respeito das realidades envolvidas neste amplo espectro de relações possíveis entre os espaços deliberativos e a governança pública. E, para além dos anseios científicos, gostaríamos que estas narrativas contribuíssem para a consciência cidadã e para importância da participação em ações políticas, culturais, sociais e coletivas em prol dos avanços na gestão pública.

    Boa leitura.

     

    Os editores:

    Vinicius de Souza Moreira (UFV)

    Emerson de Paula Silva (UNIFAP)

    Gilda Cardoso de Araujo (UFES)

    Elizabeth Matos Ribeiro (UFBA)


  • Dossiê Gestão e Finanças Públicas
    n. 2 (2016)

    O dossiê Gestão e finanças públicas buscou trazer ao debate novas formas de se pensar a administração pública contemporânea, as práticas nesta área que se deve conhecer, estudar, e o papel dos agentes e gestores públicos, tanto em municípios quanto em estados. Todos os artigos, desdobramentos de pesquisas no campo da gestão e finanças públicas, trabalharam com dados concretos, com estudos de caso e análises quantitativas, principalmente no universo estadual e municipal, destacando-se os entes públicos, como as universidades federais, abordadas em mais de um estudo.

    Apresenta, inicialmente, discussões e resultados de pesquisas atuais na área de gestão e finanças públicas aplicadas à realidade das universidades federais, como as avaliações dos impactos da retenção de mão de obra e redução de gastos públicos em decorrência do abono permanência e suas consequências para o dimensionamento da força de trabalho. Nesta mesma realidade das instituições federais de ensino superior são analisadas o nível de eficiência relativa, a aplicação e a racionalização dos recursos públicos e suas consequências nos investimentos em infraestrutura e nos números de estudantes matriculados a partir do financiamento da expansão pelo REUNI.

    O tema ainda contempla discussões sobre os ciclos político-econômicos dos governos subnacionais brasileiros, suas relações com o poder político e os efeitos e impactos nos gastos após a implementação da lei de Responsabilidade Fiscal, além das relações e as tarefas cruciais para a gestão das finanças públicas entre receitas orçamentárias estaduais e os repasses do Fundo de Participação dos Estados pela União.

    Na esfera municipal, a discussão contemplou as análises de sustentabilidade financeira e atuarial e as fragilidades de um regime próprio de previdência social de servidores e análises de percepção e satisfação no atendimento dos cidadãos usuários e as necessidades de capacitação de servidores públicos em pequenos municípios mineiros. Levanta-se também a influência de controle externo do Tribunal de Contas em prefeituras, em que se constata que o conhecimento sobre controle na administração pública é partilhado de maneira restrita pelos envolvidos e responsáveis. Há ainda estudo que buscou enfocar se municípios da zona da Mata mineira cumprem exigências de transparência no trato da coisa pública.

    No único artigo da seção “Estudos & Debates”, Transmissão de heranças e relações de gênero: notas para um roteiro de compreensão, há uma boa reflexão sobre as influências das relações de gênero no processo de partilha e transmissão de herança. Com estudo essencialmente bibliográfico, faz-se um levantamento sobre partilha de herança entre homens e mulheres, e como em algumas culturas essas questões são resolvidas e como transferências de recursos familiares entre gerações são realizadas.

    A próxima edição da Revista de Ciências Humanas trará o dossiê “Espaços deliberativos: experiências participativas e cidadãs”, com a finalidade de disseminar ensaios e artigos oriundos da realização de projetos de extensão ou de pesquisa que se dedicaram a explorar e entender as dinâmicas de espaços deliberativos ou participativos e suas implicações na governança pública.

    Boa leitura.

     

    Os editores:

    Walmer Faroni (UFV)

    Odemir Vieira Baêta (UFV)

  • Interseccionalidade em gênero e raça
    n. 1 (2016)

    O presente dossiê, Interseccionalidade em gênero e raça, faz um levantamento das diversas situações e realidades dos temas gênero e raça que cada vez mais são discutidos e vivenciados na sociedade brasileira atual. Em tempos de crise, de várias crises que se cruzam, econômica, ética, política, epifenômenos do tecido social de uma maneira geral, ao se observar mais de perto se pode constatar que essas temáticas se inserem no bojo dessas crises, e resultam até em olhares específicos sobre as situações que as realizam.

    Até mesmo tendo em mente a observação que faz Simone de Beauvoir, citada na epígrafe acima, se veja a necessidade de, justamente nesses tempos de crise, se pesquisem e se discutam mais essas temáticas, que, sem abstrações, apontam para direitos e afirmação da mulher no mundo moderno. Por exemplo, como a mulher vivencia o mercado de trabalho nesses tempos? E como a mulher negra, mais especificamente, enfrenta esse mercado, discriminatório além do mais?

    Mesmo que as pesquisas e os estudos aqui relatados não se proponham, explicitamente, a fazer essa relação com os tempos críticos que estamos vivendo, esses trabalhos ao serem um recorte do presente, sinalizam essa relação, dão corpo à realidade de agora, essa que envolve o Brasil dos últimos anos. E com isso as temáticas, com seus tratamentos diversos, ganham uma atualidade no olhar e indicam caminhos.

    Deste modo, os artigos que integram o dossiê tratam de diversos subtemas, no universo de gênero e raça, com centralidade na mulher que ainda não ocupa um lugar de igualdade e justiça em nossa sociedade. Relatos de pesquisa tratam também de empregabilidade, mercado laboral vinculado às mulheres negras, situação de violência das mulheres, prevenção de violência contra a mulher e violência doméstica. Prosseguem com a inserção da mulher no mercado de trabalho e o empoderamento feminino. Em perspectiva etnográfica, há artigo que se debruça sobre a trajetória da Rainha Bela no congado, em Belo Horizonte, em que se trata do registro de memórias e sua perenização.

    Há também levantamento sobre mulheres negras doutoras e professoras universitárias e como enfrentam as questões raciais.

    Anyde Beiriz, professorinha e intelectual de inícios do século passado, que afirmou valores e lutas feministas na Paraíba conflagrada em conflitos políticos oligárquicos, tem sua história rastreada, para não se esquecer que as lutas femininas não são de hoje e muitas mulheres no passado contribuíram para a afirmação e enfrentamento das questões femininas, enfrentando preconceitos, injustiças e esquecimentos.

    A maioria dos trabalhos deste dossiê é derivada de práticas e teorizações do curso Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, que da Universidade Federal de Viçosa, na modalidade à distância, e oferecido em todo o Brasil, formou mais de 100 gestores públicos e professores. O curso GPP-GeR é dirigido a servidores/as dos três níveis da administração pública, integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação e às/aos dirigentes de organismos da sociedade civil ligados à temática de gênero e da igualdade étnico-racial, além de gestores/as das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento.

    Na seção “Estudos & Debates”, que geralmente traz temas diversos do dossiê, são apresentados desta feita três artigos. O primeiro trata de juventude e comunicação política, analisando dados de survey com jovens egressos do Parlamento Jovem Brasileiro sobre o uso de informação política e compartilhamento de opiniões políticas nas redes socais e blogs.

    Há também artigo que dá conta de pesquisa sobre o desempenho acadêmico na Universidade Federal de Viçosa, em que se buscou identificar como variáveis socioeconômicas, background familiar e informações acadêmicas influenciam nesse desempenho.

    Já o artigo seguinte remete a uma pesquisa que analisou a fanpage Doe Sangue do Ministério da Saúde no Facebook, com o objetivo de levantar a estrutura e relacionamentos que configurariam as interações entre organizações, usuários e ela. A fanpage teria como principal característica construir uma base de motivação para doações futuras.

    E fecha a edição a resenha de Dalva Maria Soares sobre o livro Americanah da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, publicado no Brasil em 2014 pela Companhia das Letras, que tem tudo a ver com a temática do presente dossiê Interseccionalidade em gênero e raça.

    Boa leitura.

    Os editores:

    Maria de Fatima Lopes (UFV)

    Haudrey Germiniani (UFV)

  • Estudos geográficos do clima
    n. 2 (2015)

    O dossiê desta edição, Estudos geográficos do clima, trata das condições atmosféricas, do clima urbano, de como o crescimento das cidades transforma a dinâmica climática. Não trata da mudança climática, do efeito estufa, que vêm sendo motivo crescente de preocupações, de eventos, pesquisas, como foi tratado na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas-COP21, realizada em Paris em dezembro de 2015, enquanto esta edição da Revista de Ciências Humanas era preparada. O dossiê, no geral, não trata dessas temáticas, como enfocadas em sentido global, mas apresenta estudos concretos – e geralmente realizados em municípios brasileiros, onde realmente as coisas acontecem e as pessoas vivem e vão sentir todas essas implicações das mudanças climáticas – como os tratados aqui, que vão montado o mosaico das mudanças que vêm acontecendo nas cidades e são preocupações, primeiro dos estudiosos e depois dos cidadãos.

    Os nove artigos que compõem o presente dossiê mostram os impactos ambientais dos mecanismos e fatores climáticos e como conformam os ambientes climáticos nos centros urbanos e no seu entorno:

    Transformações e conformações de uma paisagem em (re)construção: As repercussões na dinâmica climática local decorrente da expansão da mancha urbana de Viçosa-MG.: Avalia o impacto do crescimento vertical na mancha urbana do município de Viçosa, MG, no período de inverno de 2014, através de pontos de monitoramento distribuídos entre o meio urbano e rural.

    Influência de sistemas sinóticos na diferença térmica entre campo e cidade, estudo de caso de Viçosa-MG: Observa e discute o comportamento da temperatura entre dois pontos fixos de coleta de dados no município de Viçosa, MG.

    Chuvas em Marcelino Ramos (RS): influência do lago da uhe de Itá ou do enos?: Compara precipitações em Marcelino Ramos, RS, buscando evidências de mudanças nas chuvas devido à formação do lago da UHE de Itá.

    Estudo do conhecimento climático popular na região semiárida do estado da Bahia: Recompila sinais da natureza considerados como indicadores meteorológicos pelos pequenos produtores rurais do semiárido do Estado da Bahía.

    Ambientes urbanos e fatores naturais na conformação das condições climáticas no período de inverno em Viçosa/MG: Analisa condicionantes climáticos em dois pontos distintos no município de Viçosa, MG, com coleta de dados de temperatura e umidade.

    Variação termo-higrométrica nos meses de verão ao longo do percurso Ponte Nova-Ubá, na zona da Mata mineira: Trabalha com a variação termohigrométrica nos meses de verão no percurso entre Ponte Nova e Ubá, na zona da Mata mineira, em que se mediram temperatura do ar e umidade relativa do ar.

    A água da Amazônia irriga o Sudeste do Brasil? Uma visão climatológica: Levanta as principais fontes de umidade para a precipitação na Amazônia, assim como a circulação atmosférica e o transporte de vapor d’água sobre a América do Sul.

    Variações ou tendências climáticas: um estudo com as séries de temperatura do ar para a cidade de Juiz de Fora-MG: Estuda para identificar tendências anuais da temperatura média e mínima do ar para a cidade de Juiz de Fora, MG, entre os anos de 1972 a 2014.

    Ilhas de calor em evidência na cidade de Teresina-PI: Estuda ilhas de calor em diversos pontos na cidade de Teresina, PI.

    Apresentamos também resenha do que foi a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas-COP21 e seu Acordo de Paris.

    Na seção “Estudos & Debates”, os artigos tratam de brão, canto de trabalho dos mutirões rurais; da telenovela Amor e Revolução e suas histórias de vida; a emancipação política do Brasil e as diferentes posturas da província de Minas Gerais; e a experiência de dez anos do parlamento jovem brasileiro. Folclore, sociologia e comunicação, história e ciência política.

    E terminamos com uma resenha sobre um livro de entrevista, A fascinação das palavras, ao grande escritor argentino Julio Cortázar.

    Boa leitura.

     

    Os editores:

    Edson Soares Fialho (UFV)

  • Secretariado Executivo em discussão: trabalho, gestão e discursos
    n. 1 (2015)
    O curso de Secretariado Executivo no Brasil nasceu no ano de 1969 na Universidade Federal da Bahia, e a profissão de secretário foi regulamentada em 1985. Desde então, o Secretariado Executivo tem se consolidado como curso superior, o que redundou em mudanças, atualização e atrativos na carreira profissional do secretário executivo.

    A partir dessa afirmação dos cursos, nos últimos anos a pesquisa científica na área tem decolado no Brasil. E essa nova realidade do Secretariado Executivo, concomitantemente, vem transformando a dinâmica dos cursos de graduação, que se esmeram em apresentar qualidade na produção de pesquisa, ensino e extensão.

    O presente dossiê, Secretariado Executivo em discussão: trabalho, gestão e discursos, reúne trabalhos desenvolvidos por pesquisadores da área de Secretariado Execuitivo e traz pesquisas com temáticas muito pertinentes. É um panorama, possível no momento, das pesquisas realizadas por docentes, discentes e demais pesquisadores da área, em que se pode constatar a realidade dos cursos e da profissão de Secretariado Executivo. São pesquisas e análises que têm contribuído para o desenvolvimento e consolidação dos cursos de Secretariado Executivo.

    A interdisciplinaridade nos temas apresenta diferentes ângulos de assuntos que permeiam as diversas frentes de trabalho do profissional de Secretariado Executivo. Cada assunto aqui apresentado contribui para o aperfeiçoamento do que tem sido ensinado nas universidades, bem como, para o aperfeiçoamento e reflexão daqueles que já estão no mercado de trabalho.

    Desta forma, este dossiê objetiva não só apresentar a riqueza interdisiciplinar das pesquisas em Secretariado Executivo, como também fomentar mais pesquisas na área em diferentes contextos e também ser um canal de divulgação da área de Secretariado Executivo e de seu crescimento para a comunidade acadêmica e em geral. Mostra também expectativas e vivências do profissional de Secretariado Executivo e como a profissão vem se afiançando, abrindo-se para as realidades do mundo moderno.

    A profissão tem enfrentado diversos desafios para sua afirmação e identidade, procurando superar estereótipos, falta de valorização e adaptando-se aos novos tempos. Seu potencial lhe permite crescer, como alguns artigos deste dossiê constatam e indicam. A carreira de secretário executivo se fortalece em tempos de novas tecnologias no mundo do trabalho e da gestão, quando vivemos em tempos da chamada era do Conhecimento.

    Como vemos no dossiê, há mudanças no perfil do profissional, em que uma visão da carreira e suas expectativas vem se diversificando, com efetiva alteração de seu papel e lugar nas organizações.

    Enfim, neste dossiê o secretário executivo mostra sua cara, expectativas e em que estado está a profissão.

    *

    Nesta edição da Revista de Ciências Humanas se incorporam a seu Conselho Editorial novos membros, aos quais damos as boas vindas a nosso trabalho editorial, com suas contribuições de diversas áreas de conhecimento e formação, para engrandecer a trajetória da publicação, em seus 15 anos de consolidada existência. Seus nomes podem ser vistos no expediente da Revista na página 2.

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    Como sempre, a seção “Estudos & Debates” traz a diversidade que caracteriza a Revista de Ciências Humanas. Neste número, os cinco artigos tratam de cartazes da propaganda política, no caso com referência à Revolução Cubana; avaliação de docentes em programa de formação continuada no estado do Rio de Janeiro; a atuação lazarista na Diocese de Mariana, no século XVIII; interpretações sobre o Brasil contemporâneo, centrado no governo Lula; e a trajetória da “Santa Lola”na zona da Mata mineira.

    Boa leitura.

     

    Os editores:

    Débora Carneiro Zuin (UFV)

  • Novos estudos em História da África
    n. 2 (2014)
    Os estudos africanos são uma realidade recente no Brasil. Alguns passos iniciais foram dados no início do século XX, com os trabalhos do médico Raimundo Nina Rodrigues, sobre os africanos no Brasil, e Gilberto Freyre, que abordou aspectos culturais da presença africana no país. Ambos, entretanto, olhavam para África quando pretendiam pensar o Brasil. Na década de 1960, o trabalho de José Honório Rodrigues foi uma estrela solitária, que trouxe discussões sobre o continente africano para compreender a formação social e cultural brasileira. Contudo, o grande boom nos estudos se deu a partir da renovação dos estudos sobre escravidão, na década de 1980.

    Neste período, houve uma viragem epistemológica na academia brasileira, que passou de uma análise das relações sociais focadas nos conceitos de classe e dominação para compreender a agência de sujeitos, individuais ou coletivos, que tinham voz própria, em detrimento de serem objeto de um devir histórico. Assim, buscou-se compreender as relações estabelecidas no contexto da escravidão, as formas de negociação e até certa autonomia dos escravos. Não obstante, este processo não estava completo sem se buscar as referências sociohistóricas e culturais que este grupo carregava. Para tanto, aos poucos os pesquisadores foram voltando seus olhos para o continente africano, a fim de compreender os sentidos e as práticas empregadas pelos escravos no Brasil, em busca de seus objetivos. Neste ínterim, a apropriação brasileira dos estudos sobre os mundos do trabalho, em especial aqueles realizados pelo grupo da New Left Review, na Inglaterra, foram muito importantes. Merece destaque o trabalho de E. P. Thompson, que, ao inserir o conceito de experiência na análise histórica, trouxe novas perspectivas, que valorizavam as experiências pregressas e produzidas pelos sujeitos na configuração de suas relações e, assim, de negociação em busca de seus desejos.

    Este processo culminou no maior interesse pela África e, nos anos 1990, foram defendidas as primeiras teses no Brasil exclusivamente dedicadas ao tema. Segundo Vanicléia Santos (A redescoberta da África no Brasil: estudos de história da África no Brasil - 1992-2012), trata-se dos trabalhos de Leila Hernandez, Os filhos da terra do sol, sobre Cabo Verde; Selma Pantoja, O encontro nas terras de além-mar, sobre circulações urbanas entre Rio de Janeiro, Luanda e Ilha de Moçambique; Marcelo Bittencourt, As linhas que formam o EME, sobre a criação do Movimento Popular de Libertação de Angola, e de Valdemir Zamparoni, Entre "narros" e "mulungus", sobre paisagem cultural de Moçambique.

    Ao passarem a integrar programas de pós-graduação em História, esses professores orientaram novos trabalhos e, aos poucos, formou-se efeito-cascata, com o aumento de professores versados em temas africanos a atuarem em programas de pós-graduação em História no Brasil. Momento importante foi o ano de 2003, quando foi promulgada a Lei 10.639 que obriga o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira na educação básica. Essa medida fomentou a expansão de disciplinas de História da África nos cursos de graduação, contribuindo com a formação de um campo específico de estudos e, assim, ampliando-se o número de pesquisas. É interessante notar que o crescimento do número de teses e dissertações que tratavam da história africana entre 2003 e 2012 representou 560% em relação ao decênio anterior, com 79 trabalhos em comparação com 12.

    O presente dossiê vem apontar o alcance de maior maturidade nas pesquisas realizadas no Brasil e a comprovação da ampliação dos domínios de pesquisa cobiçados pelos investigadores nacionais. Em detrimento de buscarem apenas a África de língua oficial portuguesa, na esteira do Império Português e da escravidão atlântica, novos trabalhos têm mostrado cada vez mais fôlego e curiosidade, investindo em espaços e temporalidades que destoam dos antigos limites.

    Assim, temos contribuições que vão desde o Egito e a Núbia antigos até as relações internacionais de Moçambique com o Brasil, no século XX, passando por estudos sobre intérpretes culturais e linguísticos nos primeiros contatos entre europeus e africanos nos séculos XV, o islã na bacia dos rios Senegal e Gâmbia nos séculos XVI e XVII, a formação de uma identidade "africana" entre ex-escravos de diferentes partes do continente e das Américas libertados na Libéria, no século XIX, uma história, ambiental e social, da caça e suas implicações científicas e políticas nos regimes imperiais europeus na África, e a intelectualidade africana francófona em meados do século XX. Estes estudos são uma amostra da diversidade das pesquisas brasileiras sobre África desenvolvidas recentemente.

    Certamente, quando se comemoram 12 anos da lei 10639, este dossiê terá muito a contribuir com o cenário acadêmico brasileiro, com os cursos de formação e, sobretudo, com a divulgação e apreciação de nossas pesquisas. 

     

    Os editores:

    Thiago Henrique Mota (UFMG)
    Vanicléia Silva Santos (UFMG)

  • A dança na universidade: para quem, por quem e como?
    n. 1 (2014)
    A legitimação da dança como área do conhecimento se deu no Brasil em 1952, na Universidade Federal da Bahia. As duas últimas décadas foram marcadas por uma mudança significativa no quadro de ofertas de novos cursos do gênero no ensino superior. Dentre eles, o primeiro de Minas Gerais, o Curso de Dança da Universidade Federal de Viçosa, foi criado em 2001. Nos últimos oito anos a oferta de graduações na área passou de 12 para 33 no Brasil. Essa nova realidade vem transformando a dinâmica e qualidade na produção de pesquisas, projetos de extensão e de ensino exigindo do profissionais do campo atenção redobrada para com seus projetos políticos pedagógicos.

    Ao atenderem, em seus Projetos Políticos Pedagógicos, às exigências do Ministério da Educação, os cursos assumem a responsabilidade de promover e estimular ações interdisciplinares e entre diferentes áreas de formação. Em paralelo, seus potenciais criativo, interativo e comunicativo reforçam a importância das relações sociais na construção de saberes, que se pauta, indiscutivelmente, nas mudanças quanto às representações do corpo, do corpo da arte, do corpo/sujeito do mundo contemporâneo. A diversidade de perspectivas e pontos de vista de profissionais artistas, pesquisadores e professores constitui esta fértil e desafiadora nova realidade, refletida no presente dossiê.

    Como provocação inaugural, o dossiê se abre com reflexões a partir do artigo Fios que se conectam: a dança e a universidade como agentes que (se) movem, de Rodrigo dos Santos Monteiro, em que se buscam caminhos relacionando estudos do corpo e da semiótica para que o entendimento de rede e de cruzamentos atravessem e expandam o debate acerca das relações entre dança e universidade.

    Em continuidade, são apresentadas considerações de Angela Ferreira, em Pesquisa em arte ou com arte?, em que a autora instiga reflexões sobre a formação e a prática de pesquisa em programas universitários, colocando em xeque os processos e métodos de pesquisa nas artes.

    O terceiro texto, Angel Vianna e Augusto Boal: a pedagogia das artes brasileiras à porta da academia, de Ana Vitória Freire, tem como foco principal artistas pedagogos brasileiros, que desempenharam um altíssimo nível de performance artística e construíram propostas pedagogias e metodologias próprias. A autora tem como questão a legitimação de pensadores/atores brasileiros na academia/universidade.

    A seguir, no texto Corpo e identidade na dança contemporânea, Andréa Bergallo Snizek propõe discussões sobre as representações do corpo/sujeito contemporâneo, o corpo da dança. Uma abordagem que compreende a mediação como fator determinante em procedimentos de construção de conhecimento, implícitos nas proposições de projetos políticos pedagógicos de cursos de dança/arte na universidade.

    Em Intérpretes da dança de expressão negra: contextos da arte de estar em cena, Emilena Sousa dos Santos, em estudo das práticas e propostas corporais das danças africanas e da dança de expressão negra no Brasil, apresenta parte da história da dança, nomes de artistas que foram/são atuantes na consagração da dança cênica profissional.

    Eliana Rodrigues, em O aluno protagonista e as novas atuações do artista da dança, traz reflexões sobre a mudança de papel e atuação dos docentes e discentes nas últimas décadas, tendo como referência o Curso de Dança da Universidade Federal da Bahia, o primeiro do Brasil.

    Como Eliane, o texto de Holly Cavrell, Reflexões sobre um programa de dança contemporânea no ensino superior, apresenta seu entendimento do sistema de educação em dança como um campo de estudo eclético e rico tendo com referência o Curso de Graduação em Dança da Unicamp/SP.

    Também as autoras Fabiana Amaral e Eloá Chaignet colaboram com o texto Dança na UFRJ: um capítulo do ensino universitário de dança no Rio de Janeiro. Analisando o percurso da Dança na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fazem reflexões sobre a criação do primeiro curso universitário em dança em uma universidade pública no Rio de Janeiro e seus desdobramentos.

    Vitor Hugo Neves de Oliveira e Luiz Thomaz Sarmento Conceição, em A dança nossa de cada dia dá-nos hoje, buscam discutir e examinar os projetos de ensino da dança e os perfis dos alunos ingressos em duas universidades específicas: a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB).

    Em Estudos coreográficos no ensino superior, Alexandra de Castilho e Raquel Purper analisam um importante componente curricular, Estudos Coreográficos, do Curso de Graduação em Dança: Licenciatura da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERG

    E, fechando o dossiê, Marcílio de Souza Vieira, em Panorama da dança na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, discute a inserção da dança no espaço universitário. E o faz a partir da fenomenologia como abordagem metodológica.

    Boa leitura.

     

    Os editores:

    Andréa Bergallo Snizek (UFV)

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