Quitandeiras contemporâneas: a invisibilidade feminina na gastronomia vernacular

Palavras-chave: Comida de rua. Cotidiano. Mulheres. Trabalho.

Resumo

A mulher, a comida, o trabalho e a cidade e suas inter-relações, sinalizando uma invisibilidade feminina, é o cerne deste estudo que se debruça sobre o cotidiano vivenciado por mulheres que produzem e comercializam alimentos hoje nas vias públicas da cidade do Recife. Procurou-se observar as estratégias e atividades desenvolvidas pelas atrizes sociais, que ocupam o espaço urbano e constroem significados ao reproduzir uma condição ancestral de labor a céu aberto, o arruar e mascatear em suas quitandas contemporâneas nas ruas dos bairros de São José e Santo Antônio, na cidade do Recife, em Pernambuco, Nordeste do Brasil. A metodologia desta pesquisa inicia-se com a busca da historicidade das kitandas no Brasil, seguida da seleção do corpus a ser observado qualitativamente. Objetiva-se apresentar as redes de relacionamentos familiares destas mulheres comerciantes ambulantes e entender como se relacionam com a estrutura subjetiva que permeia a ocupação e uso de vias urbanas. A coleta realizada com entrevistas semiestruturadas da investigação participante trouxe subsídios à análise dos conteúdos em categorias e, conclusivamente, percebe-se uma histórica e persistente invisibilidade feminina contemporânea.

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Biografia do Autor

Ana Madalena Vieira de Albuquerque Belo Costa, Unifg- Centro Universitário dos Guararapes

Arquiteta e urbanista graduada pela UFPE, Gastrônoma pela faculdade SENAC/PE, Pósgraduada pelo CEDEP Business school, com MBA em gestão empresarial, Mestre pela UFRPE em Consumo e Desenvolvimento Social.

Publicado
2019-12-31
Como Citar
Vieira de Albuquerque Belo Costa, A. M., & Maria Alice Vasconcelos Rocha. (2019). Quitandeiras contemporâneas: a invisibilidade feminina na gastronomia vernacular. Oikos: Família E Sociedade Em Debate, 30(2), 237-261. https://doi.org/10.31423/oikos.v30i2.6413