DESEMPENHO AGRONÔMICO E ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA DE RABANETES NAS CONDIÇÕES AMAZÔNICAS

  • Antonia Mirian Nogueira de Moura Guerra Universidade Federal do Oeste da Bahia, Centro Multidisciplinar Campus de Barra
  • Júlia Batista Azevedo Ferreira Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)
  • Thaís Silva Vieira Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)
  • Jaci Roecker Franco Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)
Palavras-chave: partição de assimilados, produtividade, Raphanus sativus L., Santarém– PA.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho agronômico de cultivares de rabanete (Raphanus sativus L.) nas condições climáticas Amazônicas. Adotou-se o delineamento em blocos ao acaso com quatro tratamentos, sendo eles as de rabanete: Gigante Siculo, Saxa, Spakler e Zapp, todas da empresa ISLA Sementes®. O espaçamento adotado foi de 0,10 x 0,10 m. As avaliações foram realizadas aos 15 e 30 dias após a emergência (DAE). Avaliou-se: número de folhas, altura da planta, diâmetro da raiz, massa fresca e seca das folhas e da raiz, produtividade, razão de massa de folhas e raiz, taxa de assimilação líquida de carbono (A), condutância (gs), taxa transpiratória (E), eficiência instantânea no uso da água (A/E) e relação entre as concentrações interna e externa de carbono (Ci/Ca). A cultivar Saxa apresentou maior altura de plantas, diâmetro da raiz, massa fresca das folhas e da raiz, enquanto que a cultivar Zapp apresentou maior RMF, e as cultivares Spkler e Saxa mostraram maior RMR aos 15 DAE. Aos 30 DAE a cultivar Zapp apresentou maior número de folhas, a Gigante Siculo apresentou maior massa fresca das folhas, da raiz e RMR em relação as demais cultivares. Quanto a produtividade, não houve diferença estatística entre as cultivares, entretanto, Saxa, Spakler e Zapp tenderam a maiores produtividades, com 17,21, 16,12 e 15,23 t ha-1, respectivamente. No intervalo de 15 dias entre avaliações, todas as cultivares passaram a apresentar o dobro de massa fresca em suas raízes, e as cultivares Gigante Siculo e Saxa apresentaram raízes com 39,78 e 39,92g, com um ganho diário de 1,97 e 1,41g, respectivamente. Zapp e Spakler apresentaram maior taxa fotossintética (A = 19,96 μmol CO2 m-2s-1) e transpiração (E = 5,00 mmol H2Om-2s-1) em relação as demais, respectivamente. Spakler apresentou maior condutância estomática e relação Ci/Ca com incrementos de 10,87% e 5,63%, respectivamente, em relação à Zapp, bem como menor eficiência instantânea no uso da água frente as demais. Zapp e Saxa foram as cultivares com maior taxa fixação de carbono e eficiência no uso da água a custa de menor transpiração e abertura estomática e maior eficiência da maquinaria fotossintética. Podemos indicar para o cultivo nas condições de Santarém–PA, as cultivares Saxa, Spakler e Zapp, pois apresentaram-se como as mais produtivas.

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Biografia do Autor

Antonia Mirian Nogueira de Moura Guerra, Universidade Federal do Oeste da Bahia, Centro Multidisciplinar Campus de Barra
Engª. Agrª., D.Sc., Professora da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Centro Multidisciplinar Campus de Barra
Júlia Batista Azevedo Ferreira, Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)

Acadêmico do curso de agronomia da Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó), Rua Vera Paz, s/nº, Bairro Salé, CEP:68035-110, Santarém – PA.

Thaís Silva Vieira, Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)

Acadêmico do curso de agronomia da Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó), Rua Vera Paz, s/nº, Bairro Salé, CEP:68035-110, Santarém – PA.

Jaci Roecker Franco, Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó)
Acadêmico do curso de agronomia da Universidade Federal do Oeste do Pará, Instituto de Biodiversidade e Florestas (Unidade Tapajó), Rua Vera Paz, s/nº, Bairro Salé, CEP:68035-110, Santarém – PA.

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Publicado
2017-10-24
Como Citar
Guerra, A. M. N. de M., Ferreira, J. B. A., Vieira, T. S., & Franco, J. R. (2017). DESEMPENHO AGRONÔMICO E ATIVIDADE FOTOSSINTÉTICA DE RABANETES NAS CONDIÇÕES AMAZÔNICAS. Revista Brasileira De Agropecuária Sustentável, 7(3). https://doi.org/10.21206/rbas.v7i3.428
Seção
Artigos