O poeta e a cidade

Hannah Arendt e a função política da poesia

Autores

  • Natália Tavares Campos Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

Hannah Arendt recorre, por vezes, em sua obra, aos poetas, buscando encontrar em seus versos uma expressão aproximada do que acontecera entre os homens no mundo que estes têm em comum. Apresentando-os como aqueles aos quais caberia manter e cuidar do “depósito da memória”, a autora parecia estar convencida de que competia a estes “fazedores de linguagem” conservar, fazer perdurar na recordação tudo aquilo que deve sua existência exclusivamente aos homens, revelando, neste mesmo movimento, o seu significado e ensinando-lhes, ainda, “a aceitação das coisas tais como são”. Preservação e revelação que seriam possíveis precisamente por sua transformação em linguagem. Explorando, assim, o papel central da linguagem no laço estreito que vincularia, para Arendt, pensamento e experiência, pretendo, neste artigo, refletir acerca da possível “função política” que o poeta – ainda que ocupando uma posição exterior ao âmbito político, às relações de poder – desempenharia, na perspectiva arendtiana, na cidade. 

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Biografia do Autor

Natália Tavares Campos, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre e doutoranda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Publicado

2023-11-22

Como Citar

Campos, N. T. (2023). O poeta e a cidade: Hannah Arendt e a função política da poesia. Revista De Ciências Humanas, 4(23). Recuperado de https://periodicos.ufv.br/RCH/article/view/17123

Edição

Seção

Perspectivas e diálogos pela renovação do mundo comum