AVALIAÇÃO DE AMINOÁCIDOS E ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS DE CADEIAS RAMIFICADAS SOBRE A FERMENTAÇÃO RUMINAL IN VITRO, EM DIETA COM ALTO VOLUMOSO
DOI:
https://doi.org/10.21206/rbas.v14i01.21617Palavras-chave:
celulolíticas, digestibilidade, forragem tropical, isoácidosResumo
Nós objetivamos avaliar a suplementação com AACR e ácidos graxos voláteis de cadeias ramificadas (AGVCR),
em uma dieta com relação volumoso:concentrado de 70:30 com base na MS, sobre os parâmetros de digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS), da fibra em detergente neutro (DIVFDN), pH, nitrogênio amoniacal (NH3-N), ácidos graxos
voláteis (AGV), proteína solúvel (PS) e proteína microbiana (Pmic). O estudo foi dividido em dois experimentos. No
primeiro experimento, avaliamos diferentes níveis de AACR a ser suplementado: controle (0,0% de AACR), 0,3%, 0,6%,
0,9% e 1,2% de AACR com base na MS da dieta. O experimento dois objetivou avaliar e comparar o efeito da suplementação com AACR e AGVCR sobre a DIVMS, DIVFDN e os parâmetros ruminais. As amostras do experimento 1 foram incubadas por 24h em frascos do tipo penicilina (60 mL) para posteriores analises da DIVMS e DIVFDN, de pH, nitrogênio amoniacal (N-NH3), proteína solúvel (PS), proteína microbiana (Pmic)e ácidos graxos voláteis (AGV). As amostras do experimento 2 foram incubadas em frascos tipo penicilina (60 mL) e as medidas de DIVMS e DIVFDN foram realizadas em 0, 3, 6, 9, 12, 24, 36, 48, 72 e 96 h, enquanto o pH, a concentração de N-NH3, PS, Pmic e AGV foram avaliados em 6, 9, 12, 24 e 48 h. No experimento 1, todos os dados foram avaliados como um delineamento inteiramente casualizado pelo PROC MIXED do SAS e as médias foram comparadas por contrastes ortogonais (linear, quadrático e cúbico). No experimento 2, os resíduos de incubação obtidos através dos procedimentos in vitro em função do tempo foram estimados utilizando o PROC NLIN do SAS para obter os parâmetros das equações de regressão não lineares. Além disso, os dados de pH, N-NH3, PS, Pmic e AGVs foram analisados conforme um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 5, dois tratamentos e cinco time points pelo PROC MIXED do SAS. Para as comparações das médias foi utilizado o teste de Tukey, adotando-se o nível de significância de 5% e probabilidade para o erro tipo I. No experimento 1, houve efeito linear da suplementação com AACR no pH (P = 0,001), no N-NH3 (mg/dL; P = 0,001), na PS (?g/mL; P = 0,001) e na concentração butirato (mmol/L; P = 0.023). Além disso, um efeito quadrático da suplementação com AACR foi observada na concentração de acetato (mmol/L; P = 0,017), isobutirato (mmol/L; P = 0,016), isovalerato (mmol/L; P = 0,025) e na proporção de butirato (%; P = 0,043) no AGV total. Por fim, um efeito cúbico da suplementação com AACR foi observada na Pmic (?g/mL; P = 0,041). Para o experimento 2, a suplementação com AACR e AGVCR tiveram efeito de tratamento para a concentração acetato, isobutirato, isovalerato (mmol/L; P < 0,05) e proporção de butirato (%; P = 0,018). O pH, PS, Pmic, acetato, propionato, butirato, isobutirato, isovalerato e a proporção de acetato, propionato e butirato foram afetados pelo tempo de incubação (P< 0,05). Além disso, notamos um efeito de interação tratamento * tempo na concentração de N-NH3 (mg/dL; P = 0,027). Não houve efeito das suplementações na DIVMS e DIVFDN em ambos os experimentos. Em conclusão, o primeiro experimento apresentou que a suplementação com AACR reduziu a massa proteica microbiana e não maximizou a DIVMS, DIVFDN e a produção de total de AGV. No entanto, a concentração de 1,2% de AACR aumentou a PS e o N-NH3. Para o experimento dois, a suplementação com AACR e AGVCR não estimulou a degradação das frações A, B1 e B2 da dieta, o aumento de Pmic e de AGV total. No entanto, aumentou a concentração de NH3-N.
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