Gênero, cotidiano e cárcere

Palavras-chave: Mulheres. Sistema Carcerário. Patronato. Cotidiano.

Resumo

Dados do International Centre for Prison Studies apontam que há aproximadamente 700.000 mulheres encarceradas no mundo, e o Brasil surge como a quarta maior população carcerária feminina do mundo, confirmado pelos dados apresentados pelo Infopen de 2018. Partindo-se do pressuposto que em uma sociedade desigual, as possibilidades de acesso a direitos e de bem-viver são limitadas em decorrência dos atributos de classe, gênero, etnia/raça e geração. Nesta pesquisa buscamos revelar cotidianos de mulheres que vivenciaram o encarceramento. Para chegar até as mulheres firmamos uma proposta de cooperação com o Patronato Penitenciário de Pernambuco, órgão de execução penal ligado à Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. As mulheres que compõem esta pesquisa estão ainda em cumprimento de pena fora do cárcere, estão ouvidas durante os grupos mensais de acolhimento, intitulado: Diálogo entre Mulheres, que ocorrem mensalmente. A presente pesquisa é qualitativa com inspiração no método da pesquisa-ação, através da utilização dos grupos mensais como círculos de pesquisa para este trabalho. Os resultados obtidos até o momento apontam que há uma reprodução geracional de trajetórias subalternas na história de vida destas mulheres.

Palavras-Chave: Mulheres. Sistema Carcerário. Patronato. Cotidiano.

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Biografia do Autor

Felipe Henrique Oliveira da Silva, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)/ Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE).
Departamento de Ciências do Consumo, Desenvolvimento humano.
Raquel de Aragão Uchôa Fernandes, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Departamento de Ciências do Consumo, desenvolvimento humano. Possui graduação em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa (2003), mestrado em Extensão Rural pela mesma Universidade (2007) e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2012). É professora do Departamento de Ciências Domésticas da Universidade Federal Rural de Pernambuco. É professora do Programa de Mestrado em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social da UFRPE. Faz parte da coordenação do Observatório da Família . É pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher. Professora do módulo "Família, Infância e Comunidade" no projeto Escola de Conselhos e professora desta temática no curso de Especialização em Direitos da Criança e Adolescentes para Conselheiros Tutelares e de Direitos. É conselheira Estadual no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Pernambuco. Entre as áreas temáticas de interesse estão: Economia Doméstica e Familiar; Políticas Sociais; Família; Gênero e Geração; Trabalho; Direitos Humanos; Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes; Segurança Alimentar e Nutricional.
Priscilla Karla da Silva Marinho, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Programa de Pós-Graduação em Consumo, cotidiano e desenvolvimento social; Departamento de Ciências do Consumo. Desenvolvimento humano.
Publicado
2020-06-03
Como Citar
Silva, F. H. O. da, Fernandes, R. de A. U., & Marinho, P. K. da S. (2020). Gênero, cotidiano e cárcere. Oikos: Família E Sociedade Em Debate, 31(1), 164-188. https://doi.org/10.31423/oikos.v31i1.9014