Transferências familiares como estratégias de sobrevivência de famílias carentes

Vinícius da Encarnação, Neuza Maria da Silva, Karla Maria Damiano Teixeira, José Ferreira de Noronha

Resumo


Este artigo objetivou identificar e analisar as transferências de recursos entre membros de famílias carentes residentes em Bambuí, MG, utilizando-se como arcabouço teórico a teoria das trocas sociais. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas fundamentadas em roteiro semiestruturado aplicado a uma amostra de 60 famílias. Os dados foram analisados de forma descritiva, com o uso do programa Statistical Package for Social Sciences – SPSS, versão 17.0. As famílias recebiam mais ajudas do que ofereciam, sendo os motivos para a transferência relacionados à benevolência, enquanto para o receber, à necessidade da família. Por necessitar de ajuda havia, implicitamente, a norma de também ajudar, o que caracterizava a reciprocidade. Além do mais, dar ajuda embutia um sentimento de poder ser cuidado na velhice ou em períodos de doença, portanto não se configurava uma recompensa imediata. Conclui-se que a família ainda representa a principal fonte de suporte informal decisivo para a sobrevivência.


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